Natal
Na minha casa, a única festa que a gente realmente valoriza é aniversário. O dia do aniversário é o dia mais importante do ano.
Nunca fiz drama, ou fiquei triste, ou fiquei enlouquecida comprando coisas no Natal. Pra dizer a verdade, eu sempre fico meio puta com esse monte de luz acessa, piscando. Primeiro porque dependendo do tipo de pisca-pisca eu fico louca da cabeça – tipo um TOC mesmo. Segundo porque em tempos de aquecimento global, de rastro de carbono, pense aí em quantos quilowatts o consumo aumenta nesta época do ano. E o consumo de presentes? E o consumo de bichos mortos? E as toneladas de papel e plástico de embrulho? Nada mais antiecológico que o Natal.
Mas fato é que nessa época todo mundo está mais nostálgico, mais família, mais propenso a fazer e dizer coisas boas. Então, não vou ser do contra. Se não é ruim, por que não aproveitar?
Sem muito exagero, claro. De decoração mesmo, só uma guirlanda na porta, que o Rafa por um milagre concordou sem nem reclamar. De presente, uma sandália para o ele, brownies e vinho para os parentes. Presente para mim foi um vestido e uma carteirinha para guardar o celular e não arranhar – tudo embaixo da cama, presentinho de Papai Noel.
Claro que a comemos loucamente e engordamos loucamente também. Aliás, esqueça isso de eu casar magra porque agora não rola mesmo.