Journalist, cat lover, knitter, ballerina wannabe, a kind of nerd. Loves her Panda and their cats

Tag: saúde

Thursday, March 15th, 2012

Mal partout

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três… trinta e três… trinta e três…
- Respire.

- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Manuel Bandeira, Pneumotorax

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Thursday, March 17th, 2011

Inclusão digital

Sabe uma coisa bizarra que eu descobri? Que dentre as minhas colegas matriculadas na turma do ballet adulto iniciante, apenas eu e outras duas sabemos o que é o Ballet Stagium. As demais com quem conversei jogaram no Google, pesquisaram dentre as escolas que parecessem mais decentes, viram qual a logisticamente mais viável e se matricularam.

Não só as minhas colegas de turma, mas muitas outras que estão matriculadas ali. A Marika mesmo me falou que é o efeito negativo da inclusão digital. As pessoas raramente vão além das informações que procuram. Se procuram só por uma escola, poucas são as que têm curiosidade de ler sobre a história da escola, o currículo dos professoras, as montagens que já fizeram… e isso tudo conta e muito.

E lá vai a tia aqui explicar quem era Marika Gidali, a importância do Stagium, a determinação de não importar repertórios e buscar a valorização da cultura brasileira (História, sons, canções, figurino, maquiagem, gestual…), de formação de platéia nos confins do país, a resistência na época da ditadura militar, etc, etc,etc.

Eu falando: “tenham orgulho de dizer que estudam aqui. tenham orgulho de dizer que fizeram aula com a Marika”. Mas, sei lá… não sei se entenderam ou se isso vai fazer alguma diferença. Sei que na minha faz. Não só pelo fato de finalmente ter encontrado uma escola espetacular, com ensino maravilhoso, sério, competente, como fazer ter passado ali, por aqueles corredores e poder dizer que contribui um micro pouquinho com a história do Stagium.
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Retomei da dieta detox que a
Adri tinha me recomendado. Estava indo tudo bem. Cheguei a fazer 6 dias corridos e os resultados foram IMPRESSIONANTES. Sabe o que é ouvir de todo mundo “como você emagreceu!”? Sabe o que é a sua calça, em apenas uma semana, passar de ok para quase caindo? Eu não sabia e fiquei chocada – e feliz, claro :)

Mas aí veio a gripe e o feriado prolongado e complicaram tudo. É uma dieta super restritiva, mas o melhor de tudo é que não me obriga a tomar nenhuma fórmula, nem nada industrializado. Estou aproveitando para colocar um pouco em prática meus parcos conhecimentos macrobióticos. Sem açúcar, sem embutidos, sem frituras, sem conservantes, sem farinhas refinadas, sem laticínios, sem proteína animal (sem carne, sem peixe, sem frutos do mar, sem ovos… no máximo, pode frango, mas eu nem gosto muito, então tô comendo a cada 3 dias e olhe lá). Mas também não pode tomate, brócolis, berinjela e pimentão, nem banana. Também não pode água gelada, e essa última aí tá me matando! Juro! É a parte mais difícil :-/

ATENÇÃO: a dieta foi me indicada depois de uma consulta com a terapeuta holística Adriana Carla de acordo com os sintomas que eu relatei. Não tente fazer isso em casa sem acompanhamento. Ou tente, porque é tão simples e saudável que eu acho que vale a pena – só não fique chateada se não surtir o mesmo efeito.

Daqui 8 dias, eu vou poder retomar algumas coisas, como pimentão que eu adoro, frutos do mar. Outras coisas, é óbvio, o ideal é banir mesmo da alimentação, mas aí muita calma nessa hora, que no dia em que eu conseguir tirar de vez o açúcar da minha vida, será o dia em que eu farei 32 fouettés en dehors com a perna esquerda.

Se eu contar com o que a professora de Yoga diz, eu tenho a eternidade inteira para conseguir as duas coisas :)

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Thursday, March 10th, 2011

Vó Maria

Os dois últimos dias de carnaval foram de gripe e cama e remédio e nariz pingando e impaciência. Só não tive febre, mas tudo o mais que acompanha uma gripe me abateu. Pior que isso, só se o Panda não existisse e eu ainda tivesse que me levantar para fazer o que comer e comprar remédio, como nos primeiros tempos nesta cidade.

Aí, o estado de ânimo que já não era dos melhores piorou um bocado com a morte da minha avó ontem, na quarta-feira de cinzas. Nada grave, pelo contrário. Já esperado e, correndo o risco de ser mal interpretada aqui, digo também que até desejado por todas as pessoas que a queriam bem. Minha avó tinha 99 anos. Viveu muito mais do que o IBGE garantiu que ela iria viver. Muito bem vividos. Velhice tranquila, amparada pelas filhas e netos. Sem culpas, sem remorsos, sem saudades. Morreu em casa, às 10h30 mais ou menos. Simplesmente cansou e parou de respirar. Simples assim, do jeito que ela era. Foi velada e enterrada no mesmo dia, às 17h, sob a cantoria de quem estava presente – ô mulher pra gostar de cantar! Tenho certeza que devem ter cantado alguma música do Nelson Gonçalves, que ela amava :)

Embora a gente saiba que é isso aí. Embora a gente saiba que a morte é a única coisa certa que temos na vida. Embora a gente saiba que tudo que podia ter sido feito foi feito. Embora a gente saiba que a tranquilidade dela foi a certeza que não tinha nenhuma pendência com ninguém, nem consigo mesma. Embora a gente siaba que ela tinha 99 anos e já estava roubando aí a expectativa de vida de alguém. Não dá para não ficar triste com a saudade. Afinal, desde que eu me entendo por gente eu convivo com a presença dela, de perto ou de longe.

Continuo gripada, mas já no trabalho, com a cabeça pesada, completamente entupida e morta de preocupada se será amanhã que terei minha primeira falta no ballet. Tenho horror a primeira falta porque depois que se falta uma vez, pronto, parece que tudo desanda e aparecem mil outros motivos para faltar.

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Minha avó me lembra pipoca, tapioca bem grossa com côco e torrada com manteiga. :)

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Eu ainda me lembro do esculacho que levei quando ela viu minha tatuagem das costas, que já tinha quase um ano e eu evitava mostrar para não contrariá-la. Mas nesse dia eu esqueci e ela viu:

- O que é isso aqui? – falou, beliscando as minhas costas

- É a minha tatuagem, vó. – bom, agora ela já viu, agüente o tranco.

- Ô Clara, vc não tem vergonha, não? Fazer uma desgraça dessa no teu corpo? Isso é coisa de malandro, de vagabundo, de maconheiro…

- Ei, minha vó, alto lá! A senhora sabe que eu trabalho, que eu tô na faculdade, que eu nunca reprovei de ano, que eu ajudo a minha mãe a pagar as contas, que eu nem bebo (naquele tempo ainda não) quanto mais botar um cigarro do que quer que seja na boca. Então, a senhora sobre a língua quando for me chamar de vagabunda. Me chame de outra coisa, porque isso aí eu não aceito, não.

Ela faz um muxoxo, vira a cara e sai andando. Menos de 10 segundos depois, volta:

- Mas tinha que ser um calango!?!?!?!

Aí eu vi, que toda a moral já era, mas mantive a cara séria:

- Mas não foi a senhora mesmo que me falou que calangos são bichos benéficos, que protegem as plantas, que comem insetos? Que é um bicho de Deus?

Ela faz outro muxoxo, vira a cara e sai andando de novo, pra voltar, de novo, menos de 10 segundos depois:

- Mas tinha que ser preto?!?!?!?! Não podia ser pelo menos azul, verde, colorido?

- Pois tá, vó. O próximo calango que eu for fazer eu venho aqui antes para a senhora escolher a cor, tá bom?

E ela sai rindo, dizendo para pelamordedeus eu não fazer mais aquilo comigo. Cinco anos depois, eu fiz outro calango no pé. Preto. Mas esse ela não viu :)

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Thursday, February 10th, 2011

A mulher limbo

Faz tempo que eu não levanto a bola aqui de nenhum assunto polêmico, porque, né? zzzz… preguiça de polêmica. Mas ontem eu vi uma coisa que me deixou pensativa e talvez a minha opinião vá desagradar algumas pessoas, embora não seja a minha intenção, adianto logo para não me apedrejarem depois.

Estava olhando notícias por aí quando me deparei com a chamada para uma galeria de fotos de um desfile de roupas para a “mulher real”. Corri para ver e me deparei com modelos obesas. Aí, pensei: se a mulher real é obesa, a mulher irreal é a magra em excesso, eu sou o que, pelamor?

Acho que eu sou a “mulher limbo”.

Ninguém fala de roupas para mim, que tenho porte médio, manequim 40, IMC normal, não sou peituda nem cadeiruda. Enfim, sou mais uma na multidão. Não chamo atenção nem pelo excesso, nem pela falta. E se as que estão acima do peso reclamam que nada é feito para elas, eu reclamo da mesma coisa também. Eu tenho que me virar para encontrar um corte decente para a minha silhueta, mas o que eu acho nas lojas quase sempre é uma roupa que ficaria estonteante em alguém longilíneo, mas que me faz parecer um pote. (Estou exagerando que é para todo mundo acompanhar o raciocínio).

Obviamente que discordo da supervalorização da magreza. Acho horrível, sendo muito sincera, os corpos de modelos de passarelas ou da Natalie Portman no Black Swan, com as costelas a mostra toda vez que ela respira mais fundo. E não é inveja, não. Acho muito mais bonito o corpo da Kate Winslet, aquilo, sim, para mim, na minha opinião, uma mulher normal e linda.

Porém, querer combater a imposição da imagem da magreza com o extremo contrário também acho que é uma agressão.

Não me atirem pedras ainda, calma.

Veja bem: ser obeso faz mal tanto quanto ser anoréxico. Ter IMC acima de 30, antes de ser uma questão estética, não é saudável. Sobrecarrega o coração, as articulações, só para citar os males mais óbveis do excesso de peso. Por mais lindo que o rosto seja, e há mulheres lindas que são gordas (lembro de cara da Queen Latifah, que eu adoro!), é um desrespeito ao corpo deformá-lo com gorduras que não deveriam estar ali. Da mesma forma que é um desrespeito não dá ao corpo o combustível que ele precisa para desempenhar bem as suas funções em nome do que? De ter as costelas a mostra.

Não julgo de maneira nenhuma os motivos de cada um que o levaram a ser obeso ou obesa. Pode ser saúde, pode ser gula, pode ser ansiedade… a lista é extensa. O que me preocupa é querer impor um extremo para combater outro extremo.

Cadê o caminho do meio?

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Monday, July 5th, 2010

Os patins fazem sua primeira vítima

As aulas só começam dia 11, mas eu já levei a primeira queda. Pior, na loja onde comprei os tais patins, num shopping, casa cheia, sexta à noite. Esqueci a lição número 1 para se manter em pé: manter as mãos na frente do corpo. Tente ir me segurando pela parede e me estabaquei no chão. Na queda, cometi o segundo erro: tentar segurar o corpo. Deixei o braço esquerdo duro, esticado, e todo o impacto foi absorvido pela articulação do cotovelo. Uma dor seca, horrorosa.

Fiquei vários minutos sentada, com o braço dobrado, tentando fazer a dor passar. O Panda, do alto dos patins dele, queria me ajudar, mas aí tem a lição três: nunca tente ajudar alguém que caiu dos patins se você mesmo está usando patins. Grite, chame por socorro, mas tentar levantar, nunca. Senão você cai por cima.

Quando a dor passou, me levantei ajoelhando, como ensinou o professor. A moça da loja querendo ajudar, acho que estava com medo de eu desistir da compra, mas não. Vamos até o fim. Comprei patins e proteção em módicas prestações de vários reais. As aulas, como eu disse, começam semana que vem e o professor garantiu que em quatro aulas a gente já anda, freia e faz curva. Vamos ver.
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Ah, sim, o braço.

Fiquei o finde todo sem o movimento de rotação. Podia dobrar, levantar, mas rodar o braço não. Esse movimento, descobri agora, é o que serve para a gente fechar o sutian nas costas e fazer um rabo de cavalo. Tive que pedir ajuda ao Panda. Para isso e para cortar qualquer coisa mais dura no prato, que não dava para fazer força para baixo com a faca.

Mas já passou e hoje eu me vesti sozinha.

A queda serviu para lembrar que preciso abastecer o estoque de arnica da farmácia de casa.
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Meus patins são vermelhos :)

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Monday, May 24th, 2010

Ensaio sobre a cegueira

Quem começou com essa moda foi o Panda: um colega de trabalho fez, gostou do resultado e recomendou a ele. No mês seguinte, lá vai o senhor meu marido para a mesa de cirurgia se livrar de seus oclinhos.

Não gostei. Preferia o meu Panda com ar de intelectual. Mas seja feita a vossa vontade, seja ela qual for, contanto que não prejudique ninguém, o que de fato não prejudicava, né?

Ele sofreu, passou dois dias deitado num quarto escuro, mal-humorado, mas aos pouquinhos ele foi se recuperando e agora, passados dois meses, estão quase tudo normal. Aí foi a minha vez.

Assim, quando era criança, eu quis usar óculos. Fiz até minha mãe fazer um par de óculos para mim sem grau, quando eu tinha 7 anos de idade. O lance é que eu detesto ser dependente deles. Tipo, se quebrarem quando eu estiver na rua, eu pego um taxi para ir para casa. E eu detesto isso, essa dependência.

A cirurgia dele foi inteiramente paga pelo convênio médico, o qual eu também tenho, na qualidade de cônjuge. E, minha gente… como é bom ter um plano de saúde bom! Plano de saúde que eu não preciso eu mesma ter que correr atrás de aprovação de exame. Plano de saúde que faz os exames ficarem prontos antes do prazo. Plano de saúde que abre portas dos melhores consultórios médicos.

Enfim, fui à oftalmo. De novo, a dúvida sobre a espessura da minha córnea, sim, porque eu tinha mil coisas que podiam ser finas em mim: a cintura, as bochechas, mas me foi nascer logo córneas finas. Fiz um exame específico e deu lá que era fina, mas ok, dá para fazer – mas eu tenho que me acostumar com a idéia do resíduo, porque vai sobrar o suficiente para um oclinhos de descanso para trabalhar e ler.

E fiz a tal da cirurgia na quinta-feira passada, dia do niver do Panda, 20 de maio.

Não contei para ninguém porque, sinceramente, não queria ouvir palavras de força e incentivo, ainda que eu sei que as pessoas estariam me desejando isso de coração ou por costume, mas antes, sem se desejar mal. É que 1) eu acho chato ficar respondendo “amém” e “obrigada” para todo mundo e 2) eu não estava e nem queria ficar nervosa, e talvez as tais palavras ativassem alguma parte do meu sistema nervoso central e/ou periférico e jorrase alguma ansiedade, alguma preocupação.

Pois bem. Só pouquíssimas pessoas sabiam da cirurgia e ninguém me ligou no dia, graças a Deus. No dia marcado, fui para o hospital, um mega chique no Morumbi, longe pra cacete, um absurdo de taxi (ida e voltava pagava uma castração de gata-fêmea na Dra. Amélia) , mas acho que ônibus lá nem passa.

Mandavam levar um acompanhante, mas acompanhante é para os fracos. Se a anestesia era local e nos olhos, se eu ia sair andando, para que acomphante, me diga? Fui sozinha, eu, meu tricô e um livro da Agatha Christie.

Me perdi na entrada. Ninguém sabia onde era o raio da sala de Excimer Laser. Bati em várias recepções, queriam me mandar para a fila enoooorme da internação. “Mas é micro cirurgia! É no olho!!! É oftalmológica. Eu não vou ficar dormindo aqui não!!!”. Aí, quando eu falei a palavra “oftalmológica”, foi o mesmo que dizer “abre-te sésamo”. De repente, me apontaram o elevador e me falaram que era no I4.

Cheguei no andar, depois de brigar com o elevador modernoso (me senti a própria Jeca Tatu sem saber pegar o elevador, shame on me!!!) e esperei…. esperei…. preenchi ficha e esperei…. tricotei… esperei… tricotei mais uma poquinho… esperei… percebi que estava tricotando errado, fiquei com raiva, guardei o tricô na bolsa, tirei o livro e li…. li… esperei… Até que fui chamada, já de touca e avental para a outra sala… esperei…. li… li… esperei… aí chamaram meu nome:

- Senhora Clara Quintela de Almeida (pausa para respirar) Rosa.

Aí eu fui para a mesa.

- A senhora está nervosa?
- Eu não, por que? Deveria?
- É que a maioria das pessoas ficam.
- Olha, não vou perder meu tempo com isso não porque a anestesia demora mais a pegar quando a gente fica nervosa. Se fosse ao menos um canal dentário…

Todos riram. Aí, começaram a falar comigo sobre tricô, porque me viram tricotando, enquanto a médica já estava lá passando um rodinho esfregando meu olho direito de um jeito que teve uma hora que eu perguntei se estava com o olho aberto ou fechado, porque havia perdido totalmente a noção. No meio da conversa, uma mão feminina segura a minha e começa a massagear.

- Quem está pegando na minha mão?
- Sou eu, a enfermeira fulana. É para a senhora não ficar nervosa.
- Ah, então foi você quem pegou na mão do meu marido, safada?

Riso geral.
- Oi?

A médica explica: É que o marido dela também fez a mesma cirurgia aqui, há dois meses.

- Ah… (sem graça) mas eu não pego na mão de todo mundo, não.
- Olha, nessas circunstâncias eu não vou ficar brava, não, viu? Aliás, você é a pessoa mais importante nesse recinto!!!

E assim foi até o fim. Os dois olhos. Primeiro ela esfrega, esfrega, efrega. Depois lava, depis e deixa lá com os zoiões abertos (um de cada vez) por um clip para receber o tal do laser. Não doi nada, só é um pouquinho agoniante. Meu medo mesmo era fechar o olho na hora errada e ZUUUMMM (ouve-se som de um sabre de luz) o feixe de laser passasse em cima da minha pálbebra e cortasse um pedaço e eu ficasse para sempre com os olhos abertos, como um peixe. Mas nada disso aconteceu.

Depois saí de lá, descrevi como era tudo para os meus companheiros de esperam (eles, sim estavam nervosos) e fui pegar o taxi de volta para casa. Antes, tomei logo um comprimido para a dor, just in case, antes que a anestesia passasse, fato que aconteceu tipo 5 minutos depois.

Pedi para chamarem um taxi, me informaram que era um Safira nº 20.

Fudeu, pensei. Se normalmente eu só conheço Fusca avalie agora, cegueta. fora que naquelas circustâncias jamais conseguiria ler um número à distância que não tivesse pelo menos 1 metro de altura por 1 metro de largura. E aí eu fiquei uns 10 minutos, debaixo do sol, lacrimejando parando todos os taxis que passavam por mim, até chegar o Safira nº 20.

O olho esquerdo não gostou e começou a reclamar. Fui para casa, dormir. Passei colírio, tentei ler e-mail, não deu. E o fim de semana foi assim. Passando o colírio. lacrimejando, tomando remédio para dor quando realmente a coisa não dava (mas metade da dosagem recomendada porque eu não gosto de tomar remédio).

Hoje estou no trabalho. Vou à oftalmo mais tarde para retirar as lentes-curativo que estão emporcalhadas desde quinta-feira sem lavar.

Ah, sim: enxergando bem mal ainda.

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Tuesday, April 20th, 2010

Último dia…

… nesse trabalho
Quinta-feira, pós feriado, começo no outro.
Vou sentir muitas saudades daqui.
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Preciso achar academia nova. Saco isso. Arrumar academia perto do trabalho é bom, mas sempre estamos sujeitos a mudanças.

Mas como perto da minha casa não tem uma realmente boa, é o jeito.
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Ofaltmo ainda em dúvida se devo ou não fazer cirurgia. Só vou saber na quinta-feira. Aí é rezar para que o plano de saúde diga amém.

Oremos.
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E sábado que vem estamos planejando festinha com cachorro quente, brigadeiro, wii e sei que outras coisas legais, com os então ex-colegas de trabalho.

Eu farei os cachorros-quentes, Cátia trará brigadeiro, Fer trará coca e o vitor trará comida mediterrânea. Falta só ele concordar (piada interna).
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Hoje tem aula de piano.

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E como esposa linda meiga e fofa que eu sou, comprei bolo para o meu amor, dei remedinho quando chegou em casa, fizmassagem antes de dormir, acordei com beijinho e  café na cama. Aí, eu escuto isso:

- Panda, se você não tivesse passado o finde todinho ao meu lado, todas as horas, eu ia achar que você tinha aprontado.

- Panda, você esqueceu que eu vou à Gambiarra hoje à noite? Estou pegando crédito =D

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Tuesday, February 23rd, 2010

Endorfinas, ativar! Forma de uma corredora

Passados os dias de sono, muito sono, eis que a vida infiltra-se novamente em meu corpo e agora vamos resolver o que tem para ser resolvido.

Findo o contrato com a outra academia perto de casa, fiz matrícula ontem na academia e frente ao trabalho. Parece aquela super-hiper-mega-ultra-blaster academia do período 2006/2007, lembra? só que menor e com menos opção de aula. Pago tão caro quanto naquele tempo (aquela academia está mais cara ainda!), mas pelo menos tenho o conforto de malhar em frente ao trabalho, o que me poupa da correria fora da esteira depois da aula.

Amanhã tem avaliação física e médica. Vai ser legal porque vai dar para eu comparar com a da outra academia, que fiz no início de dezembro.
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É exatamente depois de dias como o de ontem que eu tenho certeza que não vou morar para sempre em São Paulo. Acabou o horário de verão, que é uma bênção, mas também começou o ano escolar. Aí, fez calor o dia inteiro e no fim do dia, o mundo caiu em forma de chuva, que eu amo e que era super necessária por causa do sufoco que estava o tempo, massssssss…

Levar 2h30 entre sair do trabalho, esperar ônibus, pegar ônibus, caminhar no chuvisco e chegar em casa é uma coisa que me parece tão absolutamente estúpida que eu me recuso me condenar a isso.

Enquanto eu estiver aqui, terei que me resignar, claro, porque também reclamar não adianta. Mas fato é que não vou me sujeitar.
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Eu poderia aproveitar e ir para a academia, mas, como é sabido, academia para mim à noite só serve para bagunçar meu relógio biológico.
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Falando em relógio biológico, cada vez tenho mais certeza que o meu é suíço e neurótico. Combinei comigo mesma, mentalmente, de acordar hoje às 5h30, para o primeiro dia de fato e de direito na academia nova. Tinha uma aula de spinning às 6h45.

Aí, o que o relógio fez? Pois acordei às 4h20. Normalmente eu acordo antes da hora combinada porque desligo o despertador antes – detesto acordar com ele apitando. Só que estou cada vez acordando mais cedo. Quero só ver a hora que vou dormir hoje.

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Monday, February 22nd, 2010

Celebridades

Demos entrevista hoje, toda a família Quintela Rosa (eu, Panda e gatinhos) para a CNT. A pauta era maridos que ajudam em casa.

Em tempo: todos os namorados que eu tive, e foram mais que meia dúzia, me ajudavam nas tarefas domésticas. Eu realmente não entendo como tem gente que reclama disso. Duvido que tenha sido sorte, raios caindo várias vezes no mesmo lugar. Eu só acho que quando se precisa de ajuda para qualquer coisa, se resolve pedindo mesmo e não esperando que o outro adivinhe.

Outro ponto: não querer que o outro faça tudo igual você, na mesma velocidade, com a mesma destreza. Cada um faz do jeito que sabe. O importante é o resultado final. Todo o resto é mania de controle.

Deve passar hoje, no canal 12 (NET Digital) ou 26 (UHF). Assistam porque eu não tenho nem um, nem outro.

Ps.: esqueci de perguntar o horário.
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De volta ao trabalho, com mil coisas para me inteirar, a vida toda para botar nos eixos, profissional e pessoal. Essa semana está prometendo ser punk.

Atenção em dobro. Cuidado na pista. Ao cruzar com outros veículos, baixe os faróis. Eu paro para animais.

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Sunday, February 21st, 2010

Notícias rápidas

As manchas e a coceira praticamente inexistem, em compensação o antialérgico é uma bomba de 10mg. Eu só durmo e só quero dormir. Quando acordo, quero ficar deitada com os olhos fechados, pensando em nada. Quem vê pensa que eu estou de ressaca.

Fora o mau-humor, a lerdeza, a falta de coragem de fazer as coisas, de enfrentar o calor (que voltou a atacar) e principalmente uma fome absurda de coisas doces. Totalmente explicável: o corpo acha que precisa de combustível rápido para queimar e me dá vontade de levantar da cama.

Enfim, um inferno. E eu não vou ficar tomando isso por 10 dias nem a pau. Odeio essa sensação de querer fazer e não ter forças. De meu dia não ser produtivo como sempre é. Esse sono todo. Quero os meus neurônios todos de novo, já.
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O negócio está tão “assim” que cedi hoje a um impulso consumista tão besta que ainda estou espantada.

Comprei um short e uma camiseta para corrida. Tudo bem, já estava planejando a compra a um tempão porque fiz o planejamento das roupas da academia (modos que não faltasse no meio da semana porque sujas) e realmente faltava um short e pelo menos uma (melhor duas) camisetas. Aí fui, experimentei e comprei.

E agora eu fico remoendo se devia, se podia, se era a hora…

É por isso que eu digo não as drogas para não ficar idiota como agora.

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