Journalist, cat lover, knitter, ballerina wannabe, a kind of nerd. Loves her Panda and their cats

Tag: receitas

Thursday, April 29th, 2010

A marmota, digo, marmita

Sábado passado meus amigos do meu trabalho antigo foram lá para casa. A proposta era jogar Wii, mas claro, aproveitamos para fazer uma mesa de guloseimas, porque quando a gente cresce é assim: a mãe não fica mais por perto, regulando, e a gente enfia o pé na jaca quando quer. Aí, fode tudo.

Cachorro quente, esfirra, quibe, brigadeiros, refrigerante, suco de caixinha, guacamole com doritos. Enquanto dois jogavam, dois se empanturravam.

Foi suuuuuuuuper divertido, mas teve um preço.

Além do corpo doendo, normal para quem não se mexeu muito nas últimas semanas, o problema mais sério mesmo foi o pico de insulina causado por tanto açúcar, farinha de trigo refinada, conservantes, aromatizantes. No domingo, eu achava que a morte era a única solução. Quando eu não estava dormindo ou semi-catatônica, como se um zumbi tivesse comido o meu cérebro, eu estava na geladeira procurando mais comida. E sem querer fazer nada, nem ver tv, nem tocar piano, nem ficar fuçando na internet, nem querer sair de casa… Triste.

Sentindo culpa, passei a segunda-feira remoendo – eu não sei porque a culpa não bate na hora, só deixa para bater depois que a besteira foi feita. Eu não tenho mais idade para comer tão mal. Não estou falando exclusivamente desse sábado, que foi maravilhoso, mas eu falo do pecado nosso de cada dia. Um chocolate aqui, um pedaço de panetone ali, uma taça de sorvete com cobertura…

Mas se lamentar não resolve nada e eu sou uma pessoa de ação. Comecemos olhando para o lado positivo da coisa: eu tenho a sorte de gostar de comida de verdade, sem aditivos, então, não é nenhuma tortura.

Comecei limpando o armário. Quando a gente é criança faz comercial de sabonete no  espelh odo banheiro, né? Pois ontem eu fingi que a Dra. Gillian McKeith, do programa You Are What You Eat, estava atrás de mim, reclamando do que via e  coloquei numa sacola biscoitos, bolachas, chocolates, pó para sopa e pudim industrializado, arroz branco… A diferença é que eu não joguei no lixo, como veremos a seguir.

Depois passei na loja de produtos naturais: arroz integral daquele bem cascudo, quinua (que já falei aqui), gersal (mistura de gergelim com sal, que eu adoro), pasta para missô, folhas e frutas. A diferença para o programa é que eu sabia o nome das coisas e como preparar.

Primeiro fiz a quinua. Ontem, pela primeira vez na vida, fiz lentilha, que é a coisa mais fácil de fazer e ficou uma delícia. Hoje acordei mais cedo e fiz shimeji. Coloquei tudo na caixinha plástica com separações (porque eu não como nada misturado) e trouxe para o almoço. Estou contando os minutos, porque eu sei que está bom demais – muito melhor do que a comida que eu tenho experimentado nos self-services perto daqui.
Está aqui a foto, para não me deixar mentir:

 

 
O Rafa concordou em jogar os industrializados fora – ou dar para o porteiro, que está morto de feliz com a sacola de venenos. Embora não vá comer as mesmas coisas que eu, entramos em acordo para evitar trazer para casa “comidinhas do mal”.

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Saturday, April 3rd, 2010

Receitinha: Bombons de Chocolate

A gente fica trabalhando em casa nos dias que antecedem a Páscoa e não dá outra: milhares de programas de culinária com receitas de chocolate.

Assisti ao da Nigella e fiquei morrendo, com água na boca. Mas foi o programa do Jamie Oliver, sexta-feira de manhã, quem me fez sair da inércia e partir para a luta. O Rafa assistiu também e me deu o incentivo que faltava para ir para a cozinha.

Eis a receita:

250 gr de chocolate – usei meio amargo porque não queria muito doce. Mas acho que ao leite ia ficar melhor. Da próxima vez será o sabor escolhido
2 xícaras de açúcar
castanha de caju – não medi, coloquei o suficiente para não sobrar açúcar que não estivesse envolvendo uma castanha
creme de leite – tipo 200 gr

Crocante de castanhaDerreta o açúcar com meia xícara rasa de água. Atenção: não mexa antes de virar caramelo para não cristalizar. Deixei o fogo baixo para não queimar. Quando ficou amarelinho, coloquei as castanhas. Deixei ferver um pouquinho e coloquei num tabuleiro untado com óleo. Quando esfriou, quebrei em pedaços menores e bati no liquidificador (na verdade, o Panda fez isso porque eu não gosto do barulho) até virar farinha. Reserve.

Dark chocolate das trevasDerreta o chocolate amargo em banho maria. Só lembrando: a panela tem que estar absolutamente seca e a colher de pau também. A água não pode ferver senão estraga tudo. Quando estiver derretido, apague o fogo e coloque o creme de leite sem soro. Misture bem até ficar homogêneo. Acrescente então a farofa de castanha de caju e mexa.

Espere esfriar um pouquinho e coloque na geladeira para ficar consistente. Aqui, um aviso importante: na tv, o Jamie Oliver deixou só meia hora. Aqui isso não rolou. Meia hora e a massa estava molinha, consistência de mousse. Fiquei decepcionadíssima pensando que teria que esperar a páscoa de 2011 para fazer a receita direito.

Deixamos na geladeira, dentro de um pirex fechado de vidro para não cair água, nem ressecar, e hoje, quando eu fui olhar, estava beeeeem consistente, prontinho para enrolar (que é o que eu vou fazer daqui a pouco).

Faça bolinhas, passe no chocolate em pó, ou açúcar ou mesmo em mais chocolate derretido e voilà, seus bombons estão prontos.

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Tuesday, March 2nd, 2010

A torta de liquidificador sem glúten, reciclada e nada light de domingo à tarde

Domingo eu estava sem a menor inspiração para coisa alguma. Mas tinha umas sobras de frango, resultado da noite de sexta-feira no boteco, na geladeira. Como eu sou a favor do desperdício zero, tinha que dar algum fim a elas.

Pensei em risoto, mas o último não tinha ficado bom. Pensei em farofa, mas achei que não ornava. Aí, lembrei das famosas receitas de torta de liquidificador, excelente para aproveitar o RO (=resto de ontem). Só tinha um problema: não tinha farinha de trigo nem fermento em casa.

Mesmo assim, arrisquei a criar a minha própria receita de torta de liquidificador sem glúten reciclada e nada light – aproveitando tudo até o último farelo. E sabe que super rolou? Eis a receita:
A Massa
4 ovos
½ copo de óleo (eu disse que não era light)
½ copo de leite desnatado (tentando remediar um pouquinho)
1 copo de amido de milho, a vulga maisena
1 copo de farinha de arroz ou fécula de batata, o que você tiver em casa (duvido que tenha, mas é fácil de achar no supermercado)
Sal a gosto

Nota: pode acrescentar queijo ralado na massa. Eu não quis, até porque nem tinha em casa.

Bate tudo no liquidificador. Depois de bem misturado, coloque a metade da massa numa forma untada e polvilhada, o recheio e cubra com o resto da massa. Ponha no forno e espere ficar dourada.

O Recheio: o RO, no meu caso frango assado desfiado, milho, ervilha, azeitona. Eu colocaria também, se tivesse, cenoura ralada, tomate e pimentão picados….

Eu jurava que ia ficar um tijolo, mas nem ficou. A torta fica molinha, branquinha… uma delícia, eu garanto.

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