O meu problema, entre muitos, como sabemos, é foco. Porque eu não tenho só um interesse, tenho vários. Meu foco é através de um prisma que, como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores, revelando então os 7 mil interesses diferentes. Tudo bem, não chega a 7 mil, mas está quase.
A coisa boa de não ter filhos é que se eu os tivesse tudo que eu estudo hoje provavelmente teria que ser para eles, visto que eu não teria dinheiro para pagar para nós dois. Piano, francês. Mas também tem o tricô. A corrida está em agulha de espera (inside joke tricotal).
Ontem eu ganhei o esperado presente do dia dos namorados. Parênteses para uma explicação. Perguntei para o Panda o que eu ia ganhar de presente de dia dos namorados e ele respondeu, na maior cara de pau:
- Peraí, mas a gente não casou já? Precisa de presente ainda?
- Acho bom, Panda. Afinal, você é meu eterno namorado, né? Mas é se quiser. Porque se eu descobrir que a vaga de namorado está vaga é já que eu arrumo alguém para preencher.
E assim, sutilmente, eu ganhei a promessa do presente, que chegou ontem. Tinha cá para mim que ia ganhar aqueeeeeelo kit de agulhas de madeira circulares intercambiáveis, do post anterior. Mas não. Ganhei o meu terceiro chip Nike + Ipod e um trocinho que você amarra no tênis para dispensar os adaptados da marca que patrocina a seleção brasileira – até porque eu prefiro o meu Mizuno. O detalhe é que atualmente EU NÃO ESTOU CORRENDO. Senti aí uma suave pressão para eu voltar a correr. Mas cadê o dinheiro para ir para uma academia?
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E o tempo? Cadê o tempo?