Journalist, cat lover, knitter, ballerina wannabe, a kind of nerd. Loves her Panda and their cats

Tag: piano

Tuesday, June 15th, 2010

Caleidoscópio

O meu problema, entre muitos, como sabemos, é foco. Porque eu não tenho só um interesse, tenho vários. Meu foco é através de um prisma que, como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores, revelando então os 7 mil interesses diferentes. Tudo bem, não chega a 7 mil, mas está quase.

A coisa boa de não ter filhos é que se eu os tivesse tudo que eu estudo hoje provavelmente teria que ser para eles, visto que eu não teria dinheiro para pagar para nós dois. Piano, francês. Mas também tem o tricô. A corrida está em agulha de espera (inside joke tricotal).

Ontem eu ganhei o esperado presente do dia dos namorados. Parênteses para uma explicação. Perguntei para o Panda o que eu ia ganhar de presente de dia dos namorados e ele respondeu, na maior cara de pau:

- Peraí, mas a gente não casou já? Precisa de presente ainda?
- Acho bom, Panda. Afinal, você é meu eterno namorado, né? Mas é se quiser. Porque se eu descobrir que a vaga de namorado está vaga é já que eu arrumo alguém para preencher.

E assim, sutilmente, eu ganhei a promessa do presente, que chegou ontem. Tinha cá para mim que ia ganhar aqueeeeeelo kit de agulhas de madeira circulares intercambiáveis, do post anterior. Mas não. Ganhei o meu terceiro chip Nike + Ipod e um trocinho que você amarra no tênis para dispensar os adaptados da marca que patrocina a seleção brasileira – até porque eu prefiro o meu Mizuno. O detalhe é que atualmente EU NÃO ESTOU CORRENDO. Senti aí uma suave pressão para eu voltar a correr. Mas cadê o dinheiro para ir para uma academia?
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E o tempo? Cadê o tempo?

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Thursday, May 6th, 2010

Pianando

Depois de três minuetos, o professor de piano me liberou e não vou precisar tocar os outros seis.

Graças a Deus, porque sinceramente minuetos não fazem muito a minha cabeça. São muito “bobinhos alegrinhos”. Gosto mesmo é de uma peça mais dramática, mais sofrida, que quando acaba você está exaurido de emoções. Um exemplo prático, Sonata ao Luar de Bethoven. Ou todas aquelas músicas de filme que eu citei outro dia.

Pois bem. O professor me liberou porque ele, palavras dele, já viu do que eu sou capaz. E me deu um desafio: tocar a Valsa de Amélie, da trilha sonora do filme. Com pedal e tudo. E usar pedal é coisa para dá um nó no cérebro.

Uma coisa que eu gosto demais nesse professor é que ele pensa por si mesmo, quero dizer, quando ele acha melhor, ele muda a partitura ou muda a interpretação. Não está escrito lá, mas ele acha que fica melhor e… não é que fica mesmo?

Essa é justamente a parte que falta em mim, sensibilidade artística. Eu me preocupo com técnica, com posicionamento das mãos, com o tempo certo das notas (embora não tenha me acostumado ao metrônomo ainda e nem sei se vou), mas me falta saber colocar personalidade na música.

Talvez quando eu melhorar a parte técnica eu me sinta segura o suficiente para ousar na interpretação, mas isso também me soa um pouco como desculpa. Fato é que eu estudo, estudo, tiro a música inteira e ela fica de um jeito. Quando eu mostro ao professor, ele modifica isso, aquilo, pede ênfase numas notas, umas ligaduras noutras e no final parece que é outra música.

Bom, ele tem quase 30 anos de estudo, né? Vamos parar de me criticar porque eu tenho só 5, e olhe lá.
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Livrar-se de um vício é difícil. E se torna mais difícil quando ninguém acredita que seja um vício.

Se eu falasse que queria largar o cigarro, todo mundo ia ser solidário. Mas quando eu falo que é para largar do açúcar, as pessoas acham que é “muito radicalismo”, que não comer açúcar não vai me fazer viver mais.

Também acho que não vou viver muito mais do que uma pessoa que come, mas a minha questão aqui é viver sem precisar tomar remédio para enxaqueca, alergias e depressão. E eu preferiria não precisar de remédio para viver.

“A saúde é subversiva porque não dá lucro para ninguém”, li por aí outro dia. Acho que no blog da Sonia Hirsch.
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Sim, eu como açúcar. Eu ainda estou lutando contra isso e, por enquanto, ele tem ganhado.

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Thursday, April 22nd, 2010

Então, emprego novo

Acordei cedinho,tomei banho, me arrumei e peguei o metrô. Devia ter feito baldeação na Sé, mas me recusei. Detesto a muvuca lá.

Desci na São Bento, cruzei o Anhangabaú, subi pela São João, passei por dentro da Galeria do Rock e continuei subindo pela 24 de Maio, até a Praça da República. Como eu gosto de trabalhar no Centro de novo!

Digam o que quiser, que é feio, sujo, decadente. Se eu pudesse, moraria na Av. São Luís, naqueles mega apartamentos super antigos, com certeza cheio de problemas hidráulicos e elétricos, mas que não me fariam sofrer de claustrofobia.

Estou aqui ainda caçando o que fazer. Fiz um mapa de um site, anotei umas questões, rabisquei uns esquemas, li um monte, descobri onde fica a copa e o banheiro, bati papo com a secretária, já tenho senha de administrador e as coisas caminham.
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Em tempo: por que a gente feria no dia da morte de alguém mas tem que trabalhar normalmente no dia Mundial da Terra e no dia do Descobrimento do Brasil?

Não faz o menor sentido para mim.
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Já decidimos a musiquinha do Hermeto que eu vou aprender ao piano. “O Ovo”.

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Tuesday, April 20th, 2010

Último dia…

… nesse trabalho
Quinta-feira, pós feriado, começo no outro.
Vou sentir muitas saudades daqui.
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Preciso achar academia nova. Saco isso. Arrumar academia perto do trabalho é bom, mas sempre estamos sujeitos a mudanças.

Mas como perto da minha casa não tem uma realmente boa, é o jeito.
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Ofaltmo ainda em dúvida se devo ou não fazer cirurgia. Só vou saber na quinta-feira. Aí é rezar para que o plano de saúde diga amém.

Oremos.
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E sábado que vem estamos planejando festinha com cachorro quente, brigadeiro, wii e sei que outras coisas legais, com os então ex-colegas de trabalho.

Eu farei os cachorros-quentes, Cátia trará brigadeiro, Fer trará coca e o vitor trará comida mediterrânea. Falta só ele concordar (piada interna).
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Hoje tem aula de piano.

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E como esposa linda meiga e fofa que eu sou, comprei bolo para o meu amor, dei remedinho quando chegou em casa, fizmassagem antes de dormir, acordei com beijinho e  café na cama. Aí, eu escuto isso:

- Panda, se você não tivesse passado o finde todinho ao meu lado, todas as horas, eu ia achar que você tinha aprontado.

- Panda, você esqueceu que eu vou à Gambiarra hoje à noite? Estou pegando crédito =D

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Wednesday, April 7th, 2010

La Valse d’Amélie

Aí o Rafa abre a port ade casa ontem à noite e eu estou encolhida de frio no sofá vendo Lost na TV.

- O QUÊ? VOCÊ NÃO ESTÁ TOCANDO.
- Não, amor. Eu estou vendo Lost.
- Eu achei que seus dedos estariam sangrando de tanto você tocar. VOCÊ NÃO GOSTOU DO PRESENTE!!!

Infamemente acusada, peguei o Panda pela patinha e levei até o quarto, onde o piano estava. E avisei:

- Tem que aplaudir, tá?

E aí toquei uma meia dúzia de compassos da Valsa d’Amélie, da trilha sonora do filme. A peça é bem facinha, mas ficou muito mal tocado, claro, que eu tinha ensaiado às pressas um pouquinho antes de ele chegar. Pelo menos, dava para saber que música era.

- Nossa! E faz 18 anos que você não tocava nada? Nem parece.

Claro que parece, porque ficou horrível. Mas ganhar elogios é sempre bom, mesmo quando não é merecido.
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Agora eu preciso de aulas de verdade, com um professor de verdade.

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Tuesday, April 6th, 2010

O piano

Dizem que os opostos se atraem, mas eu também já ouvi o complemento “mas os iguais é que se entendem”.

O Panda também é dado a manias sazonais. Pelo pouco tempo que estamos juntos, não peguei muitas porque não deu tempo, mas consegui chegar a tempo para a mania celular android, mania mergulho, mania barcos. Agora está na mania barcos-mergulho-trabalho.

Eu, pelo contrário, ando na fase mais chata que poderia ter na vida. Os mesmos vícios de sempre: corrida-tricô. Nem cozinhar eu tenho tido vontade. Costurar, então, nunca mais. Maquiagem, roupa, sapato, livros, zzzzzzz…. Parece tudo um enorme déjà vu.

Aí, o Rafa achou que eu estava precisando de uma mania para ocupar meu tempo ocioso, quando eu não estiver na academia, ou no parque, ou nos encontros do tricô. Ele pensou, pensou e decidiu por mim.

E hoje meu piano digital chegou em casa. É um casio privia px310, modelinho singelo, que não é mais fabricado, para quem está há 18 anos sem tocar nada mas não abre mão de um instrumentos com teclas sensíveis,  pesadas e ação martelo. Compramos usado mesmo, porque não justifico o investimento num novo ainda – ainda não.

Ele foi buscar hoje. Acordou cedinho, o que já é um enorme sacrifício, para ir comprar a fonte na Teodoro Sampaio, depois se jogou para Moema, e já deixou o piano em casa, montadinho, me esperando.

E eu fico pensando como é que tem gente que diz que casar é ruim? Ruim deve ser, talvez, o marido que essa gente arrumou.

O meu realiza sonhos.

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