Journalist, cat lover, knitter, ballerina wannabe, a kind of nerd. Loves her Panda and their cats

Tag: família

Monday, March 12th, 2012

Chez nous

Finalmente, depois de exatamente um mês, temos toda a família reunida. Papai, Mamãe e bebezos. Como tinha dito no post anterior, neste finde, chegaram todas as crianças, em dois vôos. O stress, claro, é inevitável. Afinal, os bichinhos ficaram cerca de 24h presos na gaiolinha, na companhia de estranhos, depois pegaram dois aviões para chegar aqui. Mas isso era inevitável e o que importa é que todos chegaram bem, com saúde. Passada algumas horas miando e espiando tudo na casa nova, já estavam todos de barriguinha cheia, enchendo o sofá de pêlos e pedindo para serem escovados.

Hoje, já estão todos em casa, como tinha de ser :)

E a nossa a casa agora parece um lar de fato. Os presentes da Paty, Cecília e da Tuana, além das fotos que eu trouxe, estão começando a dar vida às coisas que compramos na Ikea. A bagunça dos brinquedos espalhados mostra que tem vida aqui.

Agora falta muito pouco para a gente se desvencilhar burocraticamente do Brasil. Só a mãe do Panda providenciar a entrega das chaves do apto, mandar cancelar a luz e a gente pagar as contas referentes. Fazendo isso, ficarão só o laço afetivo, a família, os amigos, as saudades…que são pra sempre e vamos sempre cultivá-los. E a gente vai poder focar na nossa vida aqui sem distrações e preocupações
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Última aquisição da família Panda: uma vassoura elétrica dois em um (vassoura, mas a gente pode destacar o aspiradorzinho de mão).
Meu deus, que coisa prática! É claro que não tem a mesma potência de um aspirador, mas ela já fica montadinha ali atrás da porta, pronta para ser usada.
Amamos de paixão!
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Balanço de 30 dias: – 2kg na balança. Isso não é lindo? Os seis meses antes de vir foram de engordamento puro, mas agora isso já está saindo de mim :)
E com a primavera chegando, já estou indo a pé para o Francês, que fica a 2,5km de casa. Quando esquentar mais um pouquinho, tô pensando em comprar uma bicicleta para ir ao parque que tem aqui pertinho.

Mas antes preciso dar um gás no francês. Acho que tenho falado menos do que deveria…. :-/

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Sunday, March 11th, 2012

Um mês em Montreal

A sensação é de que já estamos aqui há pelo menos uns seis meses. Foram tantas as coisas que fizemos (regularizar documentação, procurar apartamento, se mudar, arrumar a casa nova, comprar móveis e utilidades, se matricular num curso de francês, procurar trabalho, resolver pendências no Brasil com a ajuda dos outros, conhecer a cidade, estabelecer uma rotina nova, conhecer novas pessoas…), que parece que só um mês foi pouco. Tem sido intenso.

Ontem iniciamos a fase final da mudança. Nossos gatos começaram a chegar. Vieram dois, Ariela e Bebê. Stressante para eles e para nós, que temos imaginação fértil e podemos criar as situações mais absurdas que poderiam acontecer. Mas nada aconteceu, ainda bem, e os dois estão aqui, são e salvos, passeando pela casa nova. As demais chegam daqui a pouco.

Depois disso, resta passar a régua, pagar as últimas contas lá e pronto. Os únicos laços que teremos serão os sentimentais, a família e os amigos que deixamos lá.

Experiente que sou nesse negócio de se mudar, eu sei muito bem que demora uns 3 anos para a gente finalmente começar a se sentir em casa na cidade nova. Até lá, é sentar e ter paciência, porque a sensação de não pertencer persistirá. Mas talvez por aqui ser um lugar com tanta gente de fora, esses três anos sejam reduzidos, quem sabe…

Ariela assustadinha assim que chegou

Bebê já mais à vontade na casa nova

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Monday, February 13th, 2012

As coisas como elas são

Ainda escrevendo do ipad. Espere erros de portugues e post resumido. Sim, aconteceram muito mais coisas.

As notícias do dia foram ofuscadas pela notícia da morte não anunciada do pai da minha amiga-mãe Sandra. Só fiquei sabendo à noite, avisada por e-mail pela Valesca. Aí, já no meu segundo dia, de cara, deu para sentir o peso da distância: a impotência de se fazer qualquer coisa por alguém que você gosta tanto. Não que nessas horas a gente possa fazer muita coisa, mas pelo menos, estando perto, dá para abraçar e chamar para tomar um sorvete no Alaska. Mas não. Tudo que eu pude oferecer nessa hora foi um telefonema. E me sinto mal por isso.
Sei que ela vai encontrar consolo para o coração logo e é o meu desejo sincero que enquanto isso ela fique em paz.

Domingo chegou a Talita, irmã do Lino. Vai ficar um mês por aqui. Fomos buscà-la no aeroporto e depois ir às compras. Precisava devolver o casaco emprestado logo e comprar um sapato porque as botas da Cecília esfolaram meu pé, embora quentinhas.
Fomos à cité souterrain, que nada mais é que um shopping debaixo da terra. Rodamos horrores. Primeiro para achar as botas. Quanto mais eu andava, mais meu pé era rasgado , apesar de eu estar usando duas meias. E nas cinco lojas que fomos, a única bota que gostei de cano longo, não tinha meu número. Quer dizer, ter tinha (6), mas para bota é sempre bom comprar um número maior por causa da meia. Entã, não tinha. Outro problema é que eu só compro bota de cano longo com ziper, que dá muito menos trabalho para calçar. Mas justamente essas são poucas e difíceis de achar.
Acabou que acabei comprando uma de cano médio dobrável (vira cano curto), revestida por lã de ovelha, de uma marca chamada Ugg. Os zóios da cara, mas pqp… Que dinheiro bem gasto! Depois de todo perrengue dos dedos congelados na galocha no primeiro dia, e do esfolamento no segundo dia, finalmente meus pés encontraram a paz que eles mereciam. Melhor que andar descalça. Frio totalmente sobre controle.

Parênteses:
Eu entendo cada vez menos as pessoas que emcomendam aos amigos cométicos, perfumes e maquiagens aos amigos que vão ao exterior. Meu povo, isso tudo tem aí – mais caro, mas tem. Mas meias próprias para o inverno? Sapato quentinho?? NÃO TEM!!! Foquem nisso na próxima vez.
Fecha parênteses

Rafa se deu super bem e achou uma bota linda em promoção, porque a dele já estava bem gasta. Ainda não inaugurou, mas tá igual pinto no lixo aqui. :-)
Botas compradas, fomos atrás de casacos. Aí eu dei sorte e achei um North Face para esquiar, duplo (um casaco dentro do outro) com descontão. Oúni o problema é que ele é uma coisa meio paquita, mas como eles não têm essa referência aqui, vou usar de qualquer jeito.
Aí compramos meias (com lã na composição) e calças térmicas para usar por baixo das nossas. O Rafa comprou tb protetores de orelhas porque ele estava sofrendo horrores de frio. O gorro que ele tem não estava dando conta de protegê-las. Daí fomos para a casa da miha irmã almoçar. Tipo umas 16h.

O menu era mexicano. Fiz guacamole e constatei, como Cilha e Lino tinham me dito, que o abacate aqui é diferente. É bem menor e não é amargo. Uma delícia! Fiz guacamole e caipirinha de sake com frutas vermelhas para geral.
Eles tinham convidado também um casal de amigos, então foi minha primeira confraternização com a comunidade desterrada local.

Hoje temos o rendez-vous no escritorio quebecois para imigrantes. Depois vamos caçar o casaco do Rafa e possivelmente nossos telefones.

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Friday, April 8th, 2011

O que eu fui, o que eu sou

Tem uma coisa muito curiosa em se afastar da família: a gente muda de hábitos.

Depois, quando volta a conviver, a gente reconhece nos outros os hábitos que teve um dia. Alguns são bons, outros não.

Com uma amostra da minha família lá em casa eu tenho a oportunidade de revisitar vários.

Por exemplo, minha tia não repete refeição. Se almoçou arroz com feijão, o jantar tem que ser necessariamente diferente. E não repete nem no dia seguinte. Eu era assim também. Aí, li vários livros (de Yoga, de macrobiótica…) e fiquei com uma frase na cabeça: a alimentação não serve apenas para o deleite do paladar. É que nós, humanos, gostamos de nos divertir comendo (eu gosto, você gosta, ele gosta, nós gostamos…) e aí precisa de muitos estímulos sensoriais diferentes a cada refeição. Não serve apenas um alimento no prato. Não serve só arroz ou só salada. Tem que ser arroz, feijão, carne, salada (com mais de uma folha, de preferência, tomate, azeite, limão, alcaparras….). Ok, que a variedade é saudável, mas não precisa ser 30 coisas diferentes no mesmo prato, em todas as refeições, todos os dias.

Sei que agora não cabe mais nem uma ervilha dentro da minha geladeira, ou nos armários, ou nas prateleiras. E eu acho isso péssimo, essa coisa de estocar tanta coisa, porque eu prefiro fresco e porque eu sei que vai estragar uma boa parte de tudo.

Outra coisa que agora me irrita: rangido do armador de rede quando nos balançamos. Só faltei matar a Luíza hoje de manhã que me acordou duas vezes durante à noite com esse barulho.

Também me irrita comer em pé ou direto na mesa sem jogo americano, pegando o sanduíche sem guardanapo.

Entre outras coisas.

Mas isso me lembra o que eu fui e que as coisas mudam sempre.

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