Com esse calor sobralense que anda fazendo na Terra da Garoa (que não garoa nunca mais, porque a água anda caindo muito de com força por aqui) era inevitável o meu mau-estar.
Sim, eu sou cearense, mas bem doida que eu me acostumo com calor. E aqui é pior porque ar-condicionado é a coisa mais sem potência que existe, seja no shopping, seja nos escritórios. No metrô, só nos trens novos da linha verde, mas nem adianta porque eu não ando mais de metrô. Fato é que a gente cozinha sempre.
Ontem eu disse adeus ao Panda, armei minha rede ao lado da cama e fui dormir lá, com o ventilador apontado para mim e a janela aberta. E foi o pior sono ever. Todo tempo acordando porque é muito barulho vindo da rua.
Aí, acordei definitivamente às 4h. Levantei, bebi água, fui ao banheiro, voltei para o quarto. 10 minutos depois levantei, peguei anti-alérgico, bebi água com antialérgico e voltei para cama, porque desconfiei que talvez houvesse poeira na rede. Enquanto o antialérgico não fazia efeito de dormonid, twittei, joguei um jogo das bolinhas, olhei meus e-mails e pensei.
Armei na minha cabeça o que seria o algorítimo para um sisteminha de vendas e controle de estoque 2 em 1. De manhã, vindo ao trabalho, compartilhei minhas idéias com o Panda. Ele me explicou que um programa segue a lógica de uma planilha de excel. E tudo ficou mais claro para mim.
Descrevi, baseado no excel, como eu faria e ele falou que estava correto. Aí eu perguntei como escrever aquilo em Ruby, que é a linguagem que ele ama. Ele falou que se eu quisesse ele me daria um livro para eu aprender a programar.
E aí eu penso: será que eu consigo ler e aprender a fazer sozinha?
.
.
.
Dentista extra hoje de manhã porque o dente do canal está se rebelando. Tivemos que fazer todos os procedimentos novamente: abrir, raspar, lavar, e sentir dor. Volto lá depois do carnaval para finalizar de uma ver por toda para sempre amém.
Mas até lá, estou no antibiótico + anti-inflamatório + remédio para dor. A dentista me perguntou que antibiótico eu estou acostumada a tomar. E eu falei que não sabia… nenhum, acho.
- Como não?
- Dra, se a senhora perguntar o que eu dei para os meus gatos depois das castrações dele, eu não só sei, como ainda tenho lá em casa uma sobra. Mas que eu me lembro, nunca tomei nenhum antibiótico depois que cheguei em Sâo Paulo, há seis anos….. Para falar a verdade, nem em Fortaleza.
- Mas você nunca precisou tomar?
- Olha, eu devo ter tomado quando tive pneumonia, lá pelos menos 4 anos de idade (porque eu nem lembro direito de ter ficado doente). Mas depois disso, nunca mais.
E ela me receitou um lá, três compridos, de 8 em 8 horas religiosamente, por 7 dias. Aí, eu fui na farmácia para comprar e só tinha caixa com 18 e com 12 comprimidos.
- Não tem com 21?
- Não, senhora. A Senhora vai ter que comprar duas caixas de 12.
- Hmmm… não. Vou levar só uma de 18.
- Mas aí a senhora não vai cumprir o que manda a receita. Vai ficar faltando um dia.
- Baseado na minha não utilização desse medicamento há quase 30 anos, acredito que as minhas bactérias vão morrer em, no máximo, dois dias. Vou tomar outros quatro só por garantia.
Não é pãodurismo, veja bem. Mas eu não gosto de desperdício.
Clarinha, só bote reparo se o antibiótico não vai dar alergia, porque comigo também foi assim: não lembrava de qual poderia tomar, a médica me jogou na amoxilina e eu quase mórri.
Depois nos testes de alergia, o único que reagiu foi a bendita da penicilina.
Se tomar junto com o anti inflamatório, a reação de alergia é minimizada
)
Não tenho alergia a nenhum medicamento, Yara.
Minha mãe tem alergia a iodo, mas eu posso tomar todos.
É, médicos tem o mau hábito de achar que todos pacientes são hipocondríacos.