Dia dois de caminhada, agora vindo de casa para o trabalho, com o Panda. Fizemos o percurso em 1 hora (ele tem que andar mais uns 20 minutos até o trabalho dele). Super possível, mas eu vou esperar a quentura baixar, porque não está fácil não.

Um calor dos infernos! Eu passo. Odeio calor.
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Fim do evento, estou sendo apresentada à rotina normal de trabalho. Começar é sempre complicado. Meu consolo é saber que daqui uma semana estarei mais tranquilinha.
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Ouvi ontem uma coisa que me fez parar para pensar. Sobre como dizer as coisas, como se colocar no mundo e como se fazer respeitada.

A pessoa em questão falou das maneiras de dizer não. Ela contou que o marido chegou um dia de manhã para ela e disse: “precisamos comprar o remédio do cachorro”.

Ela respirou fundo e respondeu: “você quer o telefone da farmácia? Está na caixa do medicamento”. E pronto, resolveu o problema super rápido, sem seqüelas, sem choro e sem ranger de dentes. Rápido e prático.

Acho que a maioria das pessoas responderia automaticamente algo como: “pô, por que você não liga? Você sempre me pedindo as coisas, como se eu não tivesse mais nada para fazer. Você é preguiçoso. Você é muito dependente. Você só sabe pedir as coisas….” e mais coisas do tipo.

Nenhuma delas resolveria o problema. E nenhuma delas faz bem de ouvir.

Não sei, mas desconfio que se colocar numa posição defensiva, onde o outro é sempre algoz, sempre “do mal”, sempre explorando, não é uma posição que me faça sentir bem. Nem me parece ser também o caminho para se conseguir respeito.

Ok, é uma conversa besta, esta. Mas às vezes o óbvio piscando em neon passa despercebido. Ou mesmo às vezes nem é tão óbvio quanto a gente pensa para algumas pessoas.
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Repararam que eu coloquei o link para o blog do casamento ali ao lado?


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