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Atenção, meninos: aprendam!

I like to move it – move it

Eu li em algum lugar, há algum tempo, uma matéria que falava do mito do metabolismo diminuir quando se envelhece. O médico entrevistado dizia que isso não é bem uma verdade. O que acontece é que nós paramos de nos movimentar à medida que crescemos.

Eu não quero entrar no mérito aqui de dizer que o médico está certo ou não em afirmar que o metabolismo cai nessas condições – eu não sou médica, não tenho opinião sobre o assunto, não defendo e nem critico. O que eu quero é falar sobre um aspecto da entrevista que me deixou curiosa.

Exemplo simples, tente parar uma criança com menos de 10 anos para perguntar qualquer coisa. A criança vai ficar num pé e noutro, literalmente, abanar os braços, ficar andando… enfim, se mexendo. O mesmo não acontece com adultos – até porque, se acontecer, a gente chama a família e manda internar na hora.

É verdade mesmo que a gente se mexe menos à medida que os brancos aumentam na cabeça. Eu me lembro, com saudade até, que quando a minha mãe me levava para “trababalhar” com ela, eu adorava ficar girando, girando, girando na cadeira giratória. Hoje eu fico pelo menos 8 horas sentada numa diariamente e não me parece tão legal quanto antigamente. Ou seja, além de grisalha, a gente vai perdendo a capacidade de ver graça nas coisas.

Tá, você pode dizer que o humor refina porque agora a gente entende as entrelinhas (nem todo mundo, eu sei), mas a alegria do movimento, essa sim, a gente perde.

Institucionalizaram a ginástica e agora puxar ferro é obrigação, logo não é para dar alegria. Mas pensemos em passar a noite dançando numa boate, no futebol do fim de semana, no frescobol na praia, no carimba (cemitério, no sudeste) que eu ainda jogo cada vez mais raramente porque é difícil encontrar quem ainda jogue, ainda mais na minha idade.

Ou seja, ainda tem desculpas para a gente se mexer sem ser amarrado numa camisa de força, porém, mesmo assim, isso é possível apenas em momentos específicos.

Aí, eu penso no Wii que eu trouxe de Montreal. Quis tanto e joguei tão pouco. Nesse negócio de economizar dinheiro da academia encontrando métodos alternativos que me façam suar, ontem fui tirar poeira do bicho, reinstalar tudo, trocar as pilhas e botar para funcionar. Preciso dizer que hoje estou moída? Só porque fiz umas flexões de tronco e lutei boxe. Afff… até as unhas estão com cãibras hoje.

Sinal de quê? Que eu faço parte das estatísticas de adultos que não se mexem, claro. Mas eu acho que nunca vou ser 100% adulta enquanto eu não parar de vez.
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O Alê fez um vídeo hilário eu fazendo bambolê na frente da TV. Não publico porque o mico é algo absurdo. Você me entende.

Dia dois de caminhada, agora vindo de casa para o trabalho, com o Panda. Fizemos o percurso em 1 hora (ele tem que andar mais uns 20 minutos até o trabalho dele). Super possível, mas eu vou esperar a quentura baixar, porque não está fácil não.

Um calor dos infernos! Eu passo. Odeio calor.
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Fim do evento, estou sendo apresentada à rotina normal de trabalho. Começar é sempre complicado. Meu consolo é saber que daqui uma semana estarei mais tranquilinha.
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Ouvi ontem uma coisa que me fez parar para pensar. Sobre como dizer as coisas, como se colocar no mundo e como se fazer respeitada.

A pessoa em questão falou das maneiras de dizer não. Ela contou que o marido chegou um dia de manhã para ela e disse: “precisamos comprar o remédio do cachorro”.

Ela respirou fundo e respondeu: “você quer o telefone da farmácia? Está na caixa do medicamento”. E pronto, resolveu o problema super rápido, sem seqüelas, sem choro e sem ranger de dentes. Rápido e prático.

Acho que a maioria das pessoas responderia automaticamente algo como: “pô, por que você não liga? Você sempre me pedindo as coisas, como se eu não tivesse mais nada para fazer. Você é preguiçoso. Você é muito dependente. Você só sabe pedir as coisas….” e mais coisas do tipo.

Nenhuma delas resolveria o problema. E nenhuma delas faz bem de ouvir.

Não sei, mas desconfio que se colocar numa posição defensiva, onde o outro é sempre algoz, sempre “do mal”, sempre explorando, não é uma posição que me faça sentir bem. Nem me parece ser também o caminho para se conseguir respeito.

Ok, é uma conversa besta, esta. Mas às vezes o óbvio piscando em neon passa despercebido. Ou mesmo às vezes nem é tão óbvio quanto a gente pensa para algumas pessoas.
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Repararam que eu coloquei o link para o blog do casamento ali ao lado?

Ontem me deu a louca e eu resolvi voltar a pé para casa. Segundo o Google Maps, a distância é de apenas 4,6 km – dois a mais do que quando eu trabalhava na padaria. Perfeitamente possível, né?

O único senão é que no meio do caminho, aliás O meio do caminho é a Brigadeiro Luís Antônio, que tem uns 600 metros de uma ladeira FODA, daquelas que a gente olha para cima e tem vontade de chorar.

Mas o tempo estava bom, 22 graus, uns pingos de chuva caindo, e eu fui. Fiz o percurso em cerca de 1h10, andando normalmente. O problema foi que, no esforço da ladeira, tive uma mega crise de enxaqueca depois. Tomei meio lisador e fui para a cama às 21h, grogue, grogue. Uma noite de pesadelos.

Apesar disso, eu pretendo repetir a dose, em parte porque eu detesto pegar ônibus cheio. Outra coisa é quee u me lembro logo das matérias sobre obesidade nos dias de hoje, falando que o povo de antigamente era mais magro justamente porque não tinham as facilidades da vida moderna. Não tinham transporte para todos os lugares, logo tinham que andar a pé. Não tinham máquina de lavar ou controle remoto, então a academia era no tanque e no senta-levanta para mudar o canal.

Ontem mesmo eu estava procurando uma academia mais perto do trabalho. Tem uma espetáculo, que custa cerca de R$ 200. Dá pena, não dá? de gastar tudo isso, principalmente quando se pode ir a pé. Mas como a vida não é apenas exercícios aeróbicos, vou terminar pagando para poder puxar uns pesos e arrumar os ombros caídos. É o preço da vida moderna.
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Mantra do dia: eu sou senhora de mim mesma e das minhas emoções. Tudo está perfeito.

Vidinha

Enfim, a vida voltando ao normal.
Depois dos 45 dias mais intensos da minha vida, tudo se acalma. Por um lado eu gosto de toda a ação, de não ter que viver o cotidiano. Por outro lado, quando a gente “retorna”, tem que fazer tudo que empurrou com a barriga de qualquer jeito. O que significa pagar contas, separar e lavar a roupa suja, encarar a carência dos gatos, ir ao salão fazer as unhas…

Enquanto a gente está no espiral em movimento, reza para que acabe. Mas quando passa fica aquela sensação de que está faltando algo.

Não está. É só a mania que a gente tem de reclamar.
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Desde o casamento, eu não tive um dia normal. Minha mãe e tia estavam aqui. Depois foi o trabalho. Modos que toda a rotina tinha sido alterada.

Hoje tem jantarzinho a luz de velas. Especialidade da casa, camarão. Tem espumante na geladeira e brownie com calda de chocolate com menta (para ele, porque eu detesto menta) para sobremesa.

Eu sei agradar. :)
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E amanhã estarei de volta ao trabalho mas nem sei o que me espera.
Um dia de cada vez eu vivo.

#cpartybr

Usando minha parte nos 10gb de banda para dizer oi por aqui.

Oi por aqui.

Para quem me viu calada nas últimas semanas, achou ruim porque eu estava escrevendo pouco, não sabia de nada e foi surpreendido com a notícia do casamento.

Juntou tudo, organização da festa, da casa, da lista de convidados da minha festa com o novo trabalho em assessoria de imprensa para um evento que até agora já reúne cerca de 800 jornalistas.

Maaaaaasssss…

Eu jamais deixaria de registrar o acontecimento, sendo a jornalista psicótica que sou.Então, para quem gosta, quem tem paciência, quem é curioso e quiser ler, eis meu blog de casamento, onde todos os preparativos ficaram registrados.

E aqui um resuminho do casamento no cartório.

Casei

Casei. Mesmo.

Casei. Mesmo.,
upload feito originalmente por The Clara Beauty Latest Photos.

Mesmo.

Areando panelas

Eu estou viva, juro que estou. Aliás, feliz ano novo, tudo de bom nesse 2010 que começa.
Estou viva, trabalhando feito uma louca, acabei de chegar em casa, aliás, com fome, faltando a academia todo o dia… e feliz, porque felicidade é ter problemas que a gente pode resolver sem precisar perder o sono.
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Pois é, né? a academia. Quem viu…
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Minha mãe chega amanhã, para ficar 10 dias. Minha tia desta vez vem junto, a dos conselhos. Eu acho que estou quase mais feliz que a minha tia vem desta vez do que pela minha própria mãe.

É que quando eu nasci a tia Eridan era a tia dos passeios e viagens. Não perdia a oportunidade de sair com os amigos, de ir à praia aos domingos. De repente, tudo mudou, ela arrumou dois empregos pesados – técnica em análises clínicas e técnica em enfermagem – e só vivia da casa para o trabalho, do trabalho para a casa, com faxinas no meio e cuidando da minha avó, que acabou de fazer 97 anos.

Agora ela se aposentou dos dois empregos e essa é a primeira viagem que ela vai fazer depois de longos anos. Mais: é a primeira vez que ela viaja de avião. E eu estou louca para saber o que ela vai achar da viagem, se vai ter medo, se vai sentir dor de ouvido como eu sinto.

Sei que a partir de amanhã e pelos próximos 10 dias, eu não vou ter paz porque ela vai virar minha casa de pernas para o ar até limpar toooooodos os cantinhos e arear as panelas – e nem vai adiantar dizer que elas são de terflon, porque ela só vai parar quando vir seu rosto estampado no fundo.

Passagem do ano

O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o
[ calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória,
[ doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o
[ clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.

O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus…

Recebe com simplicidade este presente do
[ acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos
[ séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras
[ espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.

O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles… e nenhum resolve.

Surge a manhã de um novo ano.

As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.

Carlos Drummond de Andrade