Mis
1 Comment Published July 28th, 2010 in Nota da Editora, Project: Runner, Sei lá mil coisas, Viagens, tricô.Fui ao Rio a trabalho, mas trabalhar no Rio não é trabalho, né? É um prazer. Foram três dias corridos, mas me fizeram tão bem….
Lavando as patinhas no mar da Barra.

ão ão ão, nosso forte é foco

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Tô numa fase meio Mangueira na minha vida.
Quando não é verde….




…é rosa. (e cores adjacentes)





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Correr no parque da Aclimação é muito melhor do que no Ibira.
Fui ontem, com o pessoal da academia. 3km em 24 minutos32segundos, parte corrido, parte caminhado.
Mal, mas não tanto quanto eu esperava. ![]()
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Precisando de um tempo. Lá no Tibet. Ouvidos hipersensíveis a barulho.
Fui à primeira aula de patinação ontem. Não, eu não caí. Apesar do medo, fiz o exercício: levanta o pé direito e pisa pra lá – junta rapidamente o pé esquerdo e deixa deslizar. A mesma coisa para o outro lado, em zig-zag. Tem que levantar o pé, não vale arrastar, senão não anda.
Eu achava que só 45 minutos de aula era pouco, mas ontem eu entendi que era a medida exata. Fiquei absolutamente exausta. Tão cansada, que quando cheguei em casa dormi profundamente no sofá, com 5 gatos em cima. Mas não fiquei dolorida, como na primeira vez. Só exaurida das energias.
Mas pior foi que depois da aula… quando tirei os patins… sabe medo? Pois é. Medo. Pavor, na verdade. De cair.
Fomos de novo na loja do shopping e comprei o capacete que faltava (um de bolinhas roxas e azuis), para ver se me dá segurança. Mas não sei. Quando penso nas aulas de patins, eu não me vejo deslizando. Nem pensando em consigo patinar. Só medo de cair.
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O professor disse que eu estou bem. Que eu consigo sair do lugar, que tem gente que chega e simplesmente não levanta da cadeira.
Ou seja, há esperanças.
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Mas eu não vou desistir. O trabalho aqui é mental. Como não caí na infância, digo, nada digno de nota ou que tenha feito estrago grande, talvez não tenha superado isso antes.
Lá vamos nós, então, resolver as pendências de criança. Patinação também é terapia.
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Feriado agora só em setembro, né? ![]()
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Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou.
E começou bem, eu diria.
Este ano mesmo eu já falei sobre isso. Sobre como recomeçar era algo que demandava mais do que simplesmente começar.
E, de novo, here we go again resetando e começando de novo. Bora.
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De todas as mil e três mudanças que me aconteceram este ano a que tem causado mais estranheza foi a cirurgia de miopia.
Dei conta, dia desses, depois que a fase de nuvem passou finalmente, da noite para o dia, seu que eu me desse conta, de que eu tenho olheiras. E mais, não só olheiras, mas uma pele meio vincada na parte superior das bochechas. E algumas sardas nada charmosas, tortas e sujas embaixo dos olhos, subindo pelas frontes.
Eu saí dos 11 para os 33.
Fui dormir com a lembrança de um rosto e acordei em outra realidade. Nem todo o renew que usei dos 25 até agora segurou a onda. Nem seguraria, veja bem, eu só não vi o tempo passar. De repente, tirei (literalmente) a máscara e me vi como todo mundo sabia já que eu era. 33 anos.
Como eu não vou ficar usando base todos os dias, já fui logo me dizendo que era para eu me acostumar, que a coisa vai ser daqui para pior.
Mas no fundo, eu não encano, não. Não tenho nenhum problema com velhice, morte. Foi só o susto mesmo. Ainda vai demorar muito para que eu entregue os pontos.
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Feriado amanhã, que dia mais feliz
As aulas só começam dia 11, mas eu já levei a primeira queda. Pior, na loja onde comprei os tais patins, num shopping, casa cheia, sexta à noite. Esqueci a lição número 1 para se manter em pé: manter as mãos na frente do corpo. Tente ir me segurando pela parede e me estabaquei no chão. Na queda, cometi o segundo erro: tentar segurar o corpo. Deixei o braço esquerdo duro, esticado, e todo o impacto foi absorvido pela articulação do cotovelo. Uma dor seca, horrorosa.
Fiquei vários minutos sentada, com o braço dobrado, tentando fazer a dor passar. O Panda, do alto dos patins dele, queria me ajudar, mas aí tem a lição três: nunca tente ajudar alguém que caiu dos patins se você mesmo está usando patins. Grite, chame por socorro, mas tentar levantar, nunca. Senão você cai por cima.
Quando a dor passou, me levantei ajoelhando, como ensinou o professor. A moça da loja querendo ajudar, acho que estava com medo de eu desistir da compra, mas não. Vamos até o fim. Comprei patins e proteção em módicas prestações de vários reais. As aulas, como eu disse, começam semana que vem e o professor garantiu que em quatro aulas a gente já anda, freia e faz curva. Vamos ver.
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Ah, sim, o braço.
Fiquei o finde todo sem o movimento de rotação. Podia dobrar, levantar, mas rodar o braço não. Esse movimento, descobri agora, é o que serve para a gente fechar o sutian nas costas e fazer um rabo de cavalo. Tive que pedir ajuda ao Panda. Para isso e para cortar qualquer coisa mais dura no prato, que não dava para fazer força para baixo com a faca.
Mas já passou e hoje eu me vesti sozinha.
A queda serviu para lembrar que preciso abastecer o estoque de arnica da farmácia de casa.
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Meus patins são vermelhos
* dormir mais, muito mais, a noite inteira, initerruptamente, sem pesadelos, sem levantar para fazer xixi ou beber água, por horas seguidas
* descansar
* falar menos
* ouvir menos
* escrever menos
* me envolver menos
* me preocupar menos
* me exigir menos
* comer menos
* me estressar menos
* fazer menos
* tirar o plug da tomada 220v e desligar
* desacelerar
Vindo ao trabalho hoje de manhã, tinha uma senhorinha tricotando do outro lado do corredor do ônibus.
Lá pelas tantas ela tira as vistas da peça, olha de lado e me vê tricotando também. Ambas sorrimos uma para a outra, reconhecimento mútuo, e a viagem continuou.

Fazer esse pulover é a prova de que a persistência vale a pena.
Em 2009, conheci o Rafael e começamos a namorar. Quis logo fazer uma blusa em tricô para ele, mas fui alertada pelas colegas tricoteiras mais experientes da maldição: nunca tricote um pulover para o seu namorado. Ignorei o conhecimento popular e foi isso que aconteceu: nos separamos. Voltamos alguns dias depois e eu deixei o trabalho inacabado no fundo da gaveta, para todo sempre, para a maldição não acontecer de novo.
Mas aí casamos. E no primeiro inverno seguinte ao casamento, ou seja, agora, descobri que ele não só não sabia o que era lã de verdade (isolante térmico), como também não tinha nada, nem uma blusa desse material, apesar de ter morado uns tempos em Paris. Aí, desentoquei a blusa para terminar o que havia começado um ano antes.
Na verdade, desmanchei tudo e comecei do zero (uma vez). A técnica utilizada era a de top down, que é super simples e não requer cálculos prévios. Mas aí vi que o pescoço estava grande demais. Demanchei tudo (pela segunda vez) e recomecei do zero – aí quis inovar e fazer uma trancinha no ombro, para ser um detalhe especial. Mas aí fiz a trança errado e tive que desmanchar tudo (pela terceira vez) para arrumar a trancinha. Fui tricotando, tricotando, tricotando… e vi que a cava estava muito larga. Desmanchei quase tudo (pela quarta vez) para diminuir a cava e tricotei até terminar… Quando eu vi que estava enoooooooooooorme :-s
Desmanchei tudo pela quinta vez. E agora eu tinha um desafio pela frente: ele ia viajar a trabalho em 5 dias para Porto Alegre – previsão de 3 graus já na chegada. Liguei o turbo das agulhas e recomecei pela sexta vez.
E… voilà!
Eis o resultado. Um Panda listrado e quentinho :)

(a foto é do celular, então, releve aí a qualidade)
Realizando outro sonho de criança, because it’s never too late, nos matriculamos numa aula de patinação in line que tem aqui pertinho de casa.
Minha mãe não deixava quando eu era criança porque tinha medo que eu quebrasse alguma coisa. Bom saber que eu não sou a única!
A aula é muito legal, mas caaaaaaaaansa!!! Dói tudo, da sola dos pés até os cílios. E é uma tensão que dura todos os 45 minutos da aula, porque você fica ligado para não cair. Mal vejo a hora de sair patinando por aí
essa foi a aula experimental. a aula pra valer só começa em 11 de julho…
O meu problema, entre muitos, como sabemos, é foco. Porque eu não tenho só um interesse, tenho vários. Meu foco é através de um prisma que, como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores, revelando então os 7 mil interesses diferentes. Tudo bem, não chega a 7 mil, mas está quase.
A coisa boa de não ter filhos é que se eu os tivesse tudo que eu estudo hoje provavelmente teria que ser para eles, visto que eu não teria dinheiro para pagar para nós dois. Piano, francês. Mas também tem o tricô. A corrida está em agulha de espera (inside joke tricotal).
Ontem eu ganhei o esperado presente do dia dos namorados. Parênteses para uma explicação. Perguntei para o Panda o que eu ia ganhar de presente de dia dos namorados e ele respondeu, na maior cara de pau:
- Peraí, mas a gente não casou já? Precisa de presente ainda?
- Acho bom, Panda. Afinal, você é meu eterno namorado, né? Mas é se quiser. Porque se eu descobrir que a vaga de namorado está vaga é já que eu arrumo alguém para preencher.
E assim, sutilmente, eu ganhei a promessa do presente, que chegou ontem. Tinha cá para mim que ia ganhar aqueeeeeelo kit de agulhas de madeira circulares intercambiáveis, do post anterior. Mas não. Ganhei o meu terceiro chip Nike + Ipod e um trocinho que você amarra no tênis para dispensar os adaptados da marca que patrocina a seleção brasileira – até porque eu prefiro o meu Mizuno. O detalhe é que atualmente EU NÃO ESTOU CORRENDO. Senti aí uma suave pressão para eu voltar a correr. Mas cadê o dinheiro para ir para uma academia?
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E o tempo? Cadê o tempo?

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