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Arrumação

Estava na fila do caixa rápido do supermercado ontem e fila de supermercado, vocês sabem, é delimitada por gôndolas contendo milhões de guloseimas caloricamente inúteis e irresistíveis. A mulher na minha frente arrumava loucamente as prateleiras.

Na primeira gôdonla tinha diversos sabores de saquinhos de batata frita da mesma marca. Tudo misturado. Mais na frente, eram os chocolates. Depois, revistas. E então, balas. E a mulher lá, separando tudo pela cor do saco, pelo sabor da coisa, pelo tamanho da embalagem. Levanta, abaixa, ajeita, olha para ver se ficou bom, ajeita de novo.

Detalhe: ela era cliente como eu, esperando sua vez para pagar - e não funcionária. Adoraria tê-la convidado para tomar um cafezinho lá em casa.
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Falando em arrumação, ontem de manhã eu estava arrumando as coisas de tricô, separando os fios que eu tenho, fotografando o estoque para trocar, jogando no lixo o que era para ser jogado no lixo… aí aproveitei e tirei umas fotos de alguns materiais.

As agulhas circulares

As retas, as de duas pontas e as de crochê

Os acessórios

As agulhas circulares intercambiáveis

A Sandrinha, que é formada em Biologia embora a tenha exercido no escritório central do Banco do Brasil, já tinha me dito que biologicamente o serumano só deve viver até os 35 anos. A partir daí, o nosso código de DNA começa a apresentar erros de transcrição e a coisa só vai piorando. 

É o famoso “fim da garantia”. Ora pia um negócio aqui, ora afrouxa um parafuso ali… o sintoma agora é dor no ciático irradiando ora para a perna direita, ora para a esquerda.

Isso é antigo. Digo, reclamo em silêncio há pelo menos seis meses. Achei que fosse excesso de corrida, mas agora que parei há dois meses, vejo que não. Deve ser o fim da garantia mesmo.

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Como assim o Warrick morreu no fim da temporada de CSI?!

Por que não mataram o Nick, invés?

Las Vegas nunca mais será a mesma…

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Antes que a temporada de America’s Next Top Model acabe, a minha pessoa pode se manifestar como super feliz em ver nesta edição duas modelos super size?

Ok, é um pouco legislar em causa própria, eu sei (ainda que tamanho M e 40 não seja super size, é um pouco “size” demais para mim). Mas eu acho legal essa “campanha dove pela real beleza”.

E eu fico me lembrando da patética versão brasileira do programa, quando os juízes ficavam reparando em quem estava comendo demais, quem estava emagrecendo, quem estava engordando e que a cada programa alguém tinha que comentar algo do gênero…

Tyra Banks é o que há!.

Minhas férias

E cá estou, postando direto da padaria, depois de uma reunião de 2 horas e alguns e-mails respondidos.

Oh, férias… as primeiras desta vida, desde o fim da faculdade… tão curtinhas… Já estou contando os dias para novembro, para a segunda quinzena de paz e sossego.

E o que eu fiz das férias? Dormi.

É, só isso. Dormi e dormi muito. Não podia me encostar que os olhos automaticamente já iam fechando. Era uma mistura de enfado, fadiga, abuso, mau-humor, falta de vontade.

Dormi. Não li nada, só fui um dia à praia, tricotei apenas durante três dias, vi meus emails a cada dois, não fui ao cinema, só aluguei um filme (Ballad of Jack and Rose, o único do DDL que faltava eu ver, shame on me).
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Aliás, eu preciso dizer. Dormi graças aos florais da minha amiga Bruna. Antes das férias, quadno eu estava à ponto de matar alguém, ela tinha me recomendado duas fórmulas.

FRASCO 1 - para tomar
Hornbean - cansaço físico e mental
Elm - a lidar com a sobrecarga de responsabilidades
Sweet Chestnut - para angústia e deve ajudar a diminuir as somatizações
 
FRASCO 2 - para borrifar na casa e travesseiro e dar para as meninas
Rescue Remedy
White Chestnut
Eu, que não me dou bem com homeopatia, mudo da água para o vinho com floral. Fora que a consulta da Bruna é fora de série. É uma quick terapy. Para resolver a urgência da vez logo.

Recomendo :)

For a life less ordinary

Eu estava conversando com a Cecília inda agora no Gtalk e ela me perguntou porque aqui no blog não tem o endereço do meu flickr. Eu nunca me liguei em publicá-lo. Mas também, veja bem… eu ando meio sem saco para blog. A vida anda tão “animada” que realmente nem penso em escrever.

Mas aí é que está, a vida não anda nem mais, nem menos animada.

Hoje, por exemplo, no último dia de férias, eu fui fazer uma coisa que eu me prometia há tempos: almoçar no Halim para experimentar o menu degustação deles. O Problema é que neste restaurante árabe só é servido o tal menu de segunda à sexta, até às 14h30. Então tinha que calhar tempo livre + meio da semana para eu poder ir lá.

Tinha ido na quinta, assim que cheguei de viagem, com a Sandra, mas chegamos tarde demais e eu tive que me contentar com um PF do Rancho da Empada. Mas hoje deu certo. Voltei para casa com uma bandeja de doces árabes cheios de pistache, que eu amo. :)
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Também teve cat encontro queijo & vinhos na casa da Adri.
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O Tricoteiras está bombando.
Publicamos hoje uns tutoriais em vídeo bem básicos, para quem quer começar a aprender.
Mesmo lá de Fortaleza eu fiquei louca com as atualizações. Acho que está tudo ficando muito legal, do jeito que queremos.
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As Porpetas só crescem e só fofiçam. São dois meninos, o tigrinho gordo batizado de Chuvisco Porpeta (em homenagem ao Chuchu da Sandrinha) e o sialatinha, e duas meninas, a outra tigrinha e a frajolinha batizada de Mineluche Porpeta.
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Assim, as coisas estão acontecendo. Eu é que ando com preguiça…

Domingo de frio

Em São Paulo

Com a sensação de ser aquele personagem do Bruce Willis no filme Os 12 Macacos.

Você vai tanto, você volta tanto, que você não sabe mais o que é, o que não é, o real, o irreal, quem eu sou e o que eu vim fazer aqui. No planeta, digo.

* Almocei com a Sandrinha - mais momentos para reflexões profundas. E eu nem sei se eu gosto desse desassossego todo.

* Dalila está a carência em gatinha. Me seguiu ontem pela casa toda. Ela chegava perto e dizia “Méo”. Aí eu falava com ela e ia fazer outra coisa, ela vinha de novo e dizia “méo”. Aí eu agarrei ela e fui me deitar. Ela se aninhou quietinha e ficou horas assim comigo.

Essa é a aprte ruim de ficar longe de casa. Acho até que ela emagreceu.

* As porpetas estão pulando, comendo ração e usando a areia. Fotos mais tarde, que agora eu vou ali, resolver a vida.

* De férias ainda.

As últimas horas

Volto amanhã.

Agora sim

Eu já dormi tudo que podia.

Eu não comi castanha.

Eu só liguei para uzamigos ontem. Duas deles e o terceiro, por acaso, no shopping.

Eu só encontrei minha tia hoje.

Eu fotografei a barriga de quase 4 meses da minha prima.

Eu tricotei um casaco vermelho para mim - só faltam as mangas.

Eu já assisti os 7 últimos capítulos de Lost.

Eu já comi sorvete de banana com passas + fragola  na 50 sabores.

Eu já comi vários camarões.

Eu já comi um pastel + carne do sol no Leão do Sul do centro.

Só faltam mesmo ver a minha avó e ir à praia.

De férias

Finalmente.

Nenhuma foto para postar, nenhum causo para contar.

Eu só quero paz.

Fui dormir cedo na terça e deixei o celular na bolsa, para o caso de alguém ligar e me tirar do sono.

De manhã, já estava na Paulista, indo para o trabalho, quando lembrei de checar se alguém tinha ligado. Não tinham, mas tinha uma mensagem da mirela:

“Oi, eu quero ajudar. Me avisa se for ter velório”.

Eu estava rendida. Não sabia de nada, mas sabia que ela estava falando de alguém que não fosse o Vovozinho Bóris, porque, convenhamos, nem gateira faz velório para gato.
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É preciso voltar um pouco no tempo para explicar.

A Bru tinha 14 gatos. Há cerca de um ano, ela tinha adotado os vovozinhos, a siamesa Fang Li e o preto Bóris. Eles haviam sido de uma senhora que morrera e deixara 6 órfãos. Quatro haviam sido adotados, mas o casalzinho, por terem 15 anos, ficaram para serem levados ao CCZ (porque nessa hora as famílias não querem nem pensar em qual seria o desejo da morta). A Bru, que já tinha 12 gatos, adotou os dois. Todo mundo sabia que era demais, que ela não podia nem consigo mesmo, avalie com mais dois. E mais dois idoso (=dobro de cuidados, dobro de idas ao vet…), mas ninguém conseguiu brigar com ela, porque não dava. Era o sacrifício dela para salvar do CCZ os velinhos.

Então, há uns 45 dias, Pelúcio Zamores, um dos membros da Máfia Zamorana, teve um infarto fulminante, que o matou de pronto quando ele estava usando a caixinha de areia.

20 dias, Fang Li teve uma convulsão enquanto a Bru tentava fazê-la comer AD à força na seringa. Foi levada ao veterinário, mas morreu.

Aí, desde sexta-feira, o Bóris, que adoeceu provavelmente de saudade da Fang, estava internado na Dra Soledad. Mas não deu. Ele morreu também no dia 10, às 15h.
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Na terça-feira, Andrea L. tinha enviado um e-mail falando para a Bru que tinha conseguido um trabalho para ela. Ela não respondeu. E aí começou a procura.

Um liga, a outra procura no msn. Nada da Bru responder. Aí, ligaram para o porteiro do prédio e pediram para ele interfonar. Ela não atendeu. Ele foi lá bater na porta. Ela não abriu.

Por volta das 22h30, Marialice decide ir lá. Como a Bru era brava demais, Sandrinha e o namorado foram juntos, para que o esporro fosse coletivo. Chegaram, chamaram a síndica, que chamou a polícia. Chegou o chaveiro. Gritaram da porta que havia policiais lá e que eles iriam invadir, que se ela não quisesse que eles entrassem, que falassem para eles irem embora. Ela não falou. Então, o chaveiro abriu a porta.

Só a TV ligada e os gatos no meio da casa.

Foram entrando, a polícia na frente e a encontraram deitada na sua cama, vestidinha de pijama, com tampão de orelha e embrulhadinha para dormir. Morta.

A hipótese mais provável é que ela havia ido dormir por volta das 6h da manhã (ela era notívaga costumaz e estava no msn com outra menina da lista até essa hora) e não acordou mais.

Chamaram mais uma amiga da lista, a Rô, que veio com o marido médico, e foram dar a notícia para a mãe, 84 anos, que mora na rua de baixo.
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Adriana mandou mensagem nesta hora para a Sandra que respondeu apenas “ela morreu”. Adriana contou na lista. Marialice providenciou o enterro, porque a família não podia, enquanto a lista, eu ia dizer consternada, mas passada da existência me parece mais apropriada.

Apesar de todos os problemas de saúde, ela tinha apenas 54 anos.
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O enterro, sem velório, foi ontem à tarde, no Cemitério da Cachoeirinha. Só nós, 13 amigos da lista, quatro pessoas da família, o ex-marido e os dois coveiros.

Fer, que é wicca assim como a Bru, fez o ritual da passagem. Nos despedimos dela com rosas vermelhas, porque branco, convenhamos, não seria apropriado. :)

Uma feliz partida para um feliz reencontro.
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O que fica de tudo isso? Várias coisas.

Tristeza imensa. Uma pessoa difícil, a gente sabe, mas os gênios tendem a serem assim, né? Engraçada, inteligente, texto fantástico, histórias de vida maravilhosas. Eu diria mutio jovem para morrer, mas quem é que decide isso?

Reflexões para a minha vida. A solidão. Mais uma daquelas histórias que acontecem nas megalópolis. E se ela tivesse saído da lista, como ela fez ano passado, quanto tempo demoraria para descobrir que ela tinha morrido?

Amigos de verdade. Neste caso, eu falo dos amigos da lista. De repente, eu me dei conta que é mais fácil a lista notar que eu sumi da lista, que eu não estou cumprindo a minha rotina, do que meus amigos presenciais. Até mesmo no trabalho. Se eu faltar um dia sem avisar,  sei que vão me ligar, mas se eu não atender, ligariam eles para minha casa em Fortaleza? Minha mãe ligaria para meus amigos aqui? Aliás, teria ela os telefones? Não sei. Sei que a Sandrinha tem a chave e a autorização com a síndica para entrar aqui em casa sem nem precisar ser anunciada.

Essa convivência virtual foi que percebeu que havia algo errado na ausência da Bru. E foram os laços de amizade que fizeram elas irem na casa da outra checar o que estava havendo.
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Todas as vezes que eu acho que tenho os melhores amigos do mundo, acontece outra coisa para eu ter certeza que eu tenho os melhores amigos do mundo.
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Restam agora 11 órfãos. 10, por que o Angel já vai para a casa da Tati.
Mas os amigos não vão deixá-los passar mais aperto.
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Eu ainda tô bege. Tô triste. Não consegui dormir. Tô com dor de cabeça. Tô amarga. Por ela, por mim mesma.