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Eu uso óculos

Eu fico muito irritada com pessoas presas a estereótipos.

Eu uso óculos porque sou míope e astigmática, não porque sou nerd, geek, tímida, recalcada, inteligente, cdf, ou whatever esteja associado com a figura de alguém de óculos. É uma necessidade física, para corrigir uma imperfeição.

E eu os uso onde quer que seja requerido o sentido visão. Seja na academia, seja praia, ou numa festa ou jogando wii. Eu tiro quando estou na cama ou na água (mar, chuveiro, piscina, cachoeira). Não uso lente porque não gosto e não preciso explicar porque. Não faço cirurgia porque minhas córneas não suportariam o laser.

Eu nem gosto, nem desgosto. Uso porque preciso e vou usar enquanto precisar.

Os óculos não me dão nem me tiram qualidades. Eles só servem para me dar uma visão melhor. Ponto. Tudo que eu sou não é determinado por eles.

Domingo eu estava sem a menor inspiração para coisa alguma. Mas tinha umas sobras de frango, resultado da noite de sexta-feira no boteco, na geladeira. Como eu sou a favor do desperdício zero, tinha que dar algum fim a elas.

Pensei em risoto, mas o último não tinha ficado bom. Pensei em farofa, mas achei que não ornava. Aí, lembrei das famosas receitas de torta de liquidificador, excelente para aproveitar o RO (=resto de ontem). Só tinha um problema: não tinha farinha de trigo nem fermento em casa.

Mesmo assim, arrisquei a criar a minha própria receita de torta de liquidificador sem glúten reciclada e nada light – aproveitando tudo até o último farelo. E sabe que super rolou? Eis a receita:
A Massa
4 ovos
½ copo de óleo (eu disse que não era light)
½ copo de leite desnatado (tentando remediar um pouquinho)
1 copo de amido de milho, a vulga maisena
1 copo de farinha de arroz ou fécula de batata, o que você tiver em casa (duvido que tenha, mas é fácil de achar no supermercado)
Sal a gosto

Nota: pode acrescentar queijo ralado na massa. Eu não quis, até porque nem tinha em casa.

Bate tudo no liquidificador. Depois de bem misturado, coloque a metade da massa numa forma untada e polvilhada, o recheio e cubra com o resto da massa. Ponha no forno e espere ficar dourada.

O Recheio: o RO, no meu caso frango assado desfiado, milho, ervilha, azeitona. Eu colocaria também, se tivesse, cenoura ralada, tomate e pimentão picados….

Eu jurava que ia ficar um tijolo, mas nem ficou. A torta fica molinha, branquinha… uma delícia, eu garanto.

Travou

Definitivamente não dá para ficar dois dias parada, descansando. É demais. Realmente eu devia ter ido correr no parque, sábado, como eu estava querendo. Mas não fui, por preguiça, e as coisas desandaram.

Mau-humor, muito mau-humor, que uma pessoa sem endorfinas circulando na corrente sangüínea é uma pessoa chata, desanimada, cinza. Some isso com tpm, e você terá uma pessoa abusada em dobro.

Hoje de manhã, debaixo de chuva, saí de casa rumo a academia. A vontade era de ficar aninhada na minha caminha, embaixo do edredon, mas foi em nome de um bem maior – o meu mesmo – e pela segurança e integridade física daqueles que me cercam.

E cá estou, endorfinada de novo.
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Note to self: nunca, jamais, em tempo algum coma açúcar refinado quando você está tentando reduzir uns quilos. Nem a título de “escapadinha” depois de uma semana perfeita.

Tive um pico de insulina, seguido de um vale de insulina que sempre sucede os picos. O pico foi ótimo, agora o vale foi isso mesmo: depressão, compulsão, ansiedade controlados depois de muito esforço mental e emocional (ainda mais sem exercício físico).

Açúcar vicia e crise de privação é horrível.
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Os joelhos hoje reclamaram e eu não consegui correr. Sabe o carro quando está sem olho e o motor faz aquele barulho seco? Pois. Assim me senti.

Tinha feito 45 minutos de spinning e não consegui completar com a esteira. Terminei fazendo musculação mesmo e, tipo, assim… terei que dar o braço a torcer e continuar fazendo exercícios de força. Senão me estropio de vez.
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A prova que eu emagreci: minha aliança, que já estava frouxa, agora está caindo. Acho que vou ter que apertar um número, para 11.

Quase um mal entendido

Rafael diz:
panda

Clara diz:
oi

Rafael diz:
pode falar?

Clara diz:
sim, diga

Rafael diz:
cansei

Clara diz:
de mim?! o_O

Rafael diz:
acho que vou para casa.. quer que eu te pegue?

Clara diz:
ah tá.
ufa!

Rafael diz:
bobinha

Clara diz:
pensei que todos os meus pesadelos tinham se concretizado neste momento

Rafael diz:
hahaha
sou um panda bonzinho que te ama

Clara diz:
e eu sei lá.
vai que tu remudou de opinião de novo e agora está abusado de estar casado e quer ser um panda solteiro de novo…

Rafael diz:
vixe.. mas foram 2 segundos entre uma mensagem e outra
deu para pensar tudo isso?

Clara diz:
claro que deu. meu pensamento é rapido
tenho 4gb de ram e hd de 320 expansível. Garantia BeauTI, uma empresa da The ClaraBeauty Inc.

Rafael diz:
o meu é pândico
uma patinha por vez
com pausas para o cafuné

Clara diz:
pois bem. venha vindo para cá.
venha bem devagarzinho para chegar aqui às 18h, tá?

Rafael diz:
ok
vou indo então
beijos

Clara diz:
beijos

Balanço de fevereiro

Estou impressionada com o meu desempenho este mês na corrida. Em 23 dias, eu consegui:

• voltar a correr meia hora direto
• correr 3km direto (tempo de hoje 24min32, mas vai ficar melhor)
• controlar a freqüência cardíaca melhor (não como deveria porque eu sou ansiosa e forço muito), de modo que não tive nenhuma crise de cefaléia pós exercício
• manter a média de freqüência na academia de pelo menos 4 dias por semana
• emagrecer

Os tempos: 3km – 24min32 / 4km – 33min12 / 5km – 42min03
Máxima distância em 60 minutos: 7,4km

Óbvio que está tudo muito longe de 1 ano e meio atrás, quando eu corria no parque, fazia provas, e cheguei a correr 5km abaixo de 32 minutos. Mas é devagar que se vai longe. E é persistindo que a capacidade aumenta. Mas eu estou feliz, muito feliz, porque meu corpo se lembrou rapidinho como era.

Agora em março deve dar uma caída porque eu vou passar uma semana em Fortaleza e lá eu me recuso a correr por causa do calor, que me faz ter dor de cabeça por causa do esforço. Mas está sob controle. É só uma semaninha e vai dar tempo tentar alguma prova em abril, talvez a Run for Water.
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Hoje eu fui para o primeiro treino de musculação. Como era o primeiro, foi assistido pelo professor e eu fiz menos séries porque era só para reconhecimento. Também fui elogiada. O professor falou que eu sou forte e fiz direitinho.

Só discordamos na hora da freqüência. Eu disse que sabia da importância dos exercícios de força, mas que se não visse o ponteiro da balança descer, eu me desestimularia. Por isso, queria deixar para fazer depois que emagrecesse tudo. Ele, claro, falou que nem pensar. Que eu tinha que fazer pelo menos duas vezes por semana. Eu tentei uma. Ele disse que era duas e ponto. E já marcou outra aula acompanhada para eu não fugir.

Tipows…. na boa, posso falar? Eu vou fugir. Depois que eu fiz o treino de força hoje eu voltei para a esteira e até senti mais firmeza, na proporção que é possível se sentir melhor depois de só meia horinha de treino antes. Mas eu vi a diferença. Só que, eu me conheço. Se o peso não descer, eu vou ficar jururu. Então, vou ver como vou fazer.
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E no finde?
Eu gostaria muito de ir correr no Ibira amanhã de manhã. Comprei até uma pochete para isso, aquelas achatadas que não pulam quando a gente está correndo. Se o tempinho continuar assim, tão friozinho, vai ser lindo.
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Agenda de treino: vou experimentar o Sistema 3 Pontas, da revista O2, para controlar meu treinamento, enquanto eu não tenho treinador fazendo a minha planilha por mim.

Play it again

Recomeçar é um negócio difícil. Mais difícil até do que começar. Porque começar, mesmo que você tenha receios de não conseguir, tem cheiro de novo, de desafio, de ansiedade.

Agora, recomeçar tem lá um gostinho de derrota. Sinal de que você tentou uma vez e teve que parar. O motivo pode ter sido justo, mas, no fim das contas, você não completou a tarefa e vai ter que continuar. E na maioria das vezes, acredito eu, a coisa não ficou simplesmente parada no tempo; normalmente ela terá regredido ao estágio inicial ou senão até piorado a situação.

Então, recomeçar exige duas vezes mais coragem. A natural de fazer a tal coisa, seja lá o que for, e a de assumir que você não foi capaz de completar na primeira tentativa e é justamente isso que dá a sensação de derrota, de que você não foi competente, que foi fail e que nem sempre é verdade, mas a sensação bate assim do mesmo jeito.

Acho que mexe um pouco com os sentimentos de humildade da gente assumir o erro/a preguiça/ o desconhecimento sobre algo e agora voltando para retomar é também uma maneira de dizer que “a gente é brasileiro e não desiste nunca”. Enfim, que tem garra.

Mas recomeçar é preciso. É preciso recomeçar.
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Eu ando muito emimesmada esses dias. Muito pensativa.
Deve ser o calor.

Burrice

Minha gente, como foi, me diga, COMO FOI que a humanidade conseguiu chegar até essa era geológica viva? Porque, eu vou dizer… como tem gente burra no mundo, putaquepariu!

Do jeito que está, se a gente chegar em 2012, SE CHEGAR já é lucro.

(…)

Não é que eu seja a reencarnação de Eistein, não é nada disso. Mas pelo menos EU LEIO as coisas antes de dizer o que eu acho
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O problema da humanidade é que ela não lê. E eu não estou falando em ler Dostoiéwisky, Amós OZ ou Machado de Assis, não. Estou falando em ler instruções, ler uma receita de bolo, ler um aviso de procedimento, uma placa de Pare na esquina.

A pessoa não ler e pergunta tudo aquilo que você já disse. Releases, exemplo. Todo release que eu escrevo, respondo as 5 perguntas básicas (o que, quando, onde, por que, como) e mais meia dúzia, dou exemplo, digo onde pegar as fotos (se for o caso)… mas tem sempre alguém que não lê e manda e-mail de volta: você pode me enviar as fotos? Mas isso vai ser que horas?

Aí, agora eu não respondo mais. Eu digo onde está. Por favor, dá uma olhada no segundo parágrafo, quarta linha.

Dá mais trabalho, mas eu tenho a sensação de estar cumprindo meu dever e educando a humanidade.
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Culpa é você sonhar que o seu marido está indo embora porque ultimamente a única coisa para a qual você olhar é o seu próprio umbigo.

Muito tempo acostumada a ser “independente”, viver a minha própria vida, resolver as minhas coisas, e mais um monte de frases como essa, dá nisso.

O exercício agora é o da interdependência, que o contrário de independência não é a dependência, como se pode pensar. Enfim, de novo aquele negócio do caminho do meio.
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Essa semana não acaba sem eu comer uma tira de bacon inteira.

E tenho dito.

Passados os dias de sono, muito sono, eis que a vida infiltra-se novamente em meu corpo e agora vamos resolver o que tem para ser resolvido.

Findo o contrato com a outra academia perto de casa, fiz matrícula ontem na academia e frente ao trabalho. Parece aquela super-hiper-mega-ultra-blaster academia do período 2006/2007, lembra? só que menor e com menos opção de aula. Pago tão caro quanto naquele tempo (aquela academia está mais cara ainda!), mas pelo menos tenho o conforto de malhar em frente ao trabalho, o que me poupa da correria fora da esteira depois da aula.

Amanhã tem avaliação física e médica. Vai ser legal porque vai dar para eu comparar com a da outra academia, que fiz no início de dezembro.
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É exatamente depois de dias como o de ontem que eu tenho certeza que não vou morar para sempre em São Paulo. Acabou o horário de verão, que é uma bênção, mas também começou o ano escolar. Aí, fez calor o dia inteiro e no fim do dia, o mundo caiu em forma de chuva, que eu amo e que era super necessária por causa do sufoco que estava o tempo, massssssss…

Levar 2h30 entre sair do trabalho, esperar ônibus, pegar ônibus, caminhar no chuvisco e chegar em casa é uma coisa que me parece tão absolutamente estúpida que eu me recuso me condenar a isso.

Enquanto eu estiver aqui, terei que me resignar, claro, porque também reclamar não adianta. Mas fato é que não vou me sujeitar.
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Eu poderia aproveitar e ir para a academia, mas, como é sabido, academia para mim à noite só serve para bagunçar meu relógio biológico.
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Falando em relógio biológico, cada vez tenho mais certeza que o meu é suíço e neurótico. Combinei comigo mesma, mentalmente, de acordar hoje às 5h30, para o primeiro dia de fato e de direito na academia nova. Tinha uma aula de spinning às 6h45.

Aí, o que o relógio fez? Pois acordei às 4h20. Normalmente eu acordo antes da hora combinada porque desligo o despertador antes – detesto acordar com ele apitando. Só que estou cada vez acordando mais cedo. Quero só ver a hora que vou dormir hoje.

Celebridades

Demos entrevista hoje, toda a família Quintela Rosa (eu, Panda e gatinhos) para a CNT. A pauta era maridos que ajudam em casa.

Em tempo: todos os namorados que eu tive, e foram mais que meia dúzia, me ajudavam nas tarefas domésticas. Eu realmente não entendo como tem gente que reclama disso. Duvido que tenha sido sorte, raios caindo várias vezes no mesmo lugar. Eu só acho que quando se precisa de ajuda para qualquer coisa, se resolve pedindo mesmo e não esperando que o outro adivinhe.

Outro ponto: não querer que o outro faça tudo igual você, na mesma velocidade, com a mesma destreza. Cada um faz do jeito que sabe. O importante é o resultado final. Todo o resto é mania de controle.

Deve passar hoje, no canal 12 (NET Digital) ou 26 (UHF). Assistam porque eu não tenho nem um, nem outro.

Ps.: esqueci de perguntar o horário.
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De volta ao trabalho, com mil coisas para me inteirar, a vida toda para botar nos eixos, profissional e pessoal. Essa semana está prometendo ser punk.

Atenção em dobro. Cuidado na pista. Ao cruzar com outros veículos, baixe os faróis. Eu paro para animais.

Notícias rápidas

As manchas e a coceira praticamente inexistem, em compensação o antialérgico é uma bomba de 10mg. Eu só durmo e só quero dormir. Quando acordo, quero ficar deitada com os olhos fechados, pensando em nada. Quem vê pensa que eu estou de ressaca.

Fora o mau-humor, a lerdeza, a falta de coragem de fazer as coisas, de enfrentar o calor (que voltou a atacar) e principalmente uma fome absurda de coisas doces. Totalmente explicável: o corpo acha que precisa de combustível rápido para queimar e me dá vontade de levantar da cama.

Enfim, um inferno. E eu não vou ficar tomando isso por 10 dias nem a pau. Odeio essa sensação de querer fazer e não ter forças. De meu dia não ser produtivo como sempre é. Esse sono todo. Quero os meus neurônios todos de novo, já.
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O negócio está tão “assim” que cedi hoje a um impulso consumista tão besta que ainda estou espantada.

Comprei um short e uma camiseta para corrida. Tudo bem, já estava planejando a compra a um tempão porque fiz o planejamento das roupas da academia (modos que não faltasse no meio da semana porque sujas) e realmente faltava um short e pelo menos uma (melhor duas) camisetas. Aí fui, experimentei e comprei.

E agora eu fico remoendo se devia, se podia, se era a hora…

É por isso que eu digo não as drogas para não ficar idiota como agora.