Agora eu estou aqui:
E em breve esse blog será levado pra lá e este endereço, desativado.
Inté.
Agora eu estou aqui:
E em breve esse blog será levado pra lá e este endereço, desativado.
Inté.
Porque eu não sou mais aquela.
Ou sou.
Só que diferente
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A new template because I am not the same.
Or I am.
But diferently.
… eu fui à minha primeira aula de fiação. Pois é, fiação. Sim, é isso mesmo: o trabalho artesanal de transformar um chumaço de fibra (lã, algodão, pelo de gato…) em fio com ajuda de um fuso de madeira.
E é muito mais fácil do que eu esperava. Tanto que ao sair da aula para encontrar a Cecília, fiquei fiando no metrô enquanto esperava.

Mas não, não vou dizer que me apaixonei pela coisa. Estou curiosa, é verdade, para saber onde vai dar. Mas eu não me vejo trocando as agulhas por um fuso, não.
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Because knitting isn’t weird enough, I started hand spinning lessons.
Yes, that’s it. Hand spinning. The ancient artcraft that transform a fiber (wool, cotton, cat furr…) in a thread.
It’s easier than I thought and fun. I started spinning at metro station while waiting for my sister. It’s fun but I can’t see myself exchanging my needles for a drop spindle.
Levanta a mão aí quem é brasileiro e mora no Brasil que não sonha com as coisas boas do tal do 1o. Mundo.
Segurança, educação pública de qualidade, bolsas, incentivos, saúde pública, transporte público de qualidade e preço baixo, estabilidade financeira, juros baixos.
Ok, podem abaixar a mão.
Agora, levanta a mão quem é a favor de greve. De passeata. De protesto na rua.
Pois é.
Mesmo quem levantou a mão aí para a segunda pergunta há de concordar comigo que sabe que é minoria. Que no Brasil, de uma maneira geral, as pessoas maldizem greve e maldizem os grevistas. Que só reclamam dos juros altos, das passagens de ônibus/metrô altas, das mensalidades escolares altas da porta de casa para dentro. E depois reclamam que falta tudo isso no Brasil.
Pois aqui, enquanto eu só falo de tricô, os estudantes universitários estão de greve há mais de 70 dias. Por que? Porque o governo resolveu aumentar as taxas que estavam congeladas há 10 anos.
É assim: os estudantes pagam por sessão atualmente cerca de 2 mil dólares. Quem não pode pagar isso, pode pegar uma bolsa ou um empréstimo do governo (e só vai pagar o dinheiro depois que se formar). Agora o governo quer aumentar a taxa ao valor de 3.800 dólares em três anos. E os estudantes não aceitam.
No começo, o governo se fechou. Não chamava para negociar nem a pau. Quando a greve completou dois meses, as universidades começaram a pressionar também, porque com a sessão atrasada, como eles iam pagar professores? E os professores que têm contrato temporário e que já tinham assinado com otura instituição? E onde as pessoas que entram na próxima sessão iam estudar se os da sessão anterior ainda estariam ocupando as salas?
Depois foram os empresários, porque havendo perda de semestre, não haverá férias de verão e logo não haverá gente para ocupar os postos de emprego temporário.
Aí a ministra de Educação da província se mexeu e veio falar de facilitar o acesso ao crédito escolar. Não convenceu. E a greve está batendo os 70 dias ou mais.
Onde isso vai dar, eu não faço a menor idéia. Sei que todo dia tem imagem de prédio de universidade invadido e a polícia batendo. Pois é. Canadense é pacífico mas briga também. E como briga.
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Outra: semana passada os pilotos da Air Canada escalados para voar naquele dia (não lembro qual) ligaram para a empresa e informaram que estavam doentes. TODOS. E os vôos tiveram que ser cancelados deixando centenas de pessoas na mão.
Imagina se isso acontece no Brasil. Na hora a imprensa ia começar o discurso, seguida por milhares de pessoas: como é que esse país vai sediar a Copa, as Olimpíadas e o que mais vier por aí?
Mas isso acontece aqui, país de primeiro mundo, que já sediou olimpíadas e olímpiadas de inverno e teria toda capacidade de sediar Copa, se aqui houvesse futebol.
E se vive bem aqui, viu? As pessoas têm amor próprio. Não aceitam migalhas. Não se escondem e ficam com vergonha de reclamar seus direitos.
Tags: Montreal
Mais um encontrinho multicultural de tricô, desta vez com as coleguinhas do curso de francês. Desta vez, tivemos duas baixas (Giselle e Elsbeth, as mexicanas) e a Azucena (Equador) que disse que vinha não veio, mas a Hyunhee (coreana) e a Silvia (italiana) vieram, então o jogo ficou parelho.
E hoje eu fui ao encontrinho semanal da Espace Tricot e conheci uma coleguinha de profissão, a Lyn. Chegou contando que o grupo CBS cortou dezenas de vaga, sendo 80% delas justamente no setor onde ela trabalha. Climão.
Ela comentou que já trabalha há 35 anos e que agora, perto de se aposentar, está tendo que enviar cv para tudo quanto é canto.
Ou seja, não é no Brasil que a coisa está feia apenas para nós. Aliás no Brasil tem emprego para jornalismo. De vez em quando tem a grande demissão num determinado veículo, mas tem sempre outros contratando. Pagando mal, fique bem entendido, mas tem trabalho.
Mas enfim, eu nem sei porque estou comentando isso, porque já tinha decidido que esse não seria o meu caminho aqui. Se é para mudar, vamos mudar tudo de uma vez. Já trabalhei muito por dinheiro. Agora eu quero me dar o luxo de trabalhar por felicidade, por satisfação pessoal.
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Levei a blusinha que fiz para a filha da Silvia (essa é a parte boa de ter amigo estrangeiro: ela nunca vai acessar isso aqui) que vai nascer no meio do ano, mostrei o meu Projeto Misterioso em andamento feito com fio finíssimo de seda, e a Melissa amou. Falou brincando que agora que eu não trabalharei mais como jornalista podia começar uma carreira de designer.
Me perguntou se eu estava vendendo as minhas receitas no Ravelry. Eu disse que não. Ela disse que eu deveria e disse que se eu quisesse podia deixar lá na loja para ver se alguém se interessava. Aí eu me animei a traduzir.
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Outra idéia, também relacionada a trabalho e a tricô está em andamento. Mas essa eu guardo para quando se concretizar.
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Hoje tem encontrinho de tricô com as amigas do Français Langue Second. Estamos trabalhando em segredo uma mantinha de quadrados para a bebê da Silvia (aquela que não nasceu ainda). Todo mundo animado com a idéia.
Como tricoteira, como sabemos, eu sou mesmo é uma excelente chefe de torcida
Sábado passado a Cecília tinha combinado comigo e com o Rafa de irmos os quatro (incluindo aí o Lino) ao Jardim Botânico e ao Insectarium.
Eu fiz esses mesmos programas quando estive aqui em 2009, mas nenhum deles ainda haviam feito. É claro que eu topei, porque, mesmo que já tivesse ido, uma visita apenas a esses lugares é muito pouco. Principalmente porque o Jardim Botânico daqui é uma coisa GI-GAN-TE e no dia que eu fui estava um calor horroroso o que me fez andar menos que eu queria.
Topamos, mas o lance era que Cecília e Lino iam dar uma passada numa loja antes para comprar bicicletas.
Nem achei ruim, eu digo pra você, porque eu estava com planos de visitar mais duas lojas de tricô, a Effiloché e a La Bobineuse, que ficam no Plateau Mont Royal, o bairro “tendência” daqui.
O Rafa foi comigo. Gastei 1 hora na Effiloché, uma loja enorme localizada no centrinho comercial da Rue St Hubert, perto do metrô BeauBien. A loja deixa a gente à vontade porque é tudo meio bagunçado. Fios misturados nas gavetas e bacias, meadas meio se desmanchando. Ainda, não tem lógica na arrumação, nem por marca, nem por tipo de fio.
Falando assim parece que eu estou reclamando, mas não achei de todo ruim, não. Acho que todo armário de tricoteira é meio parecido e no fim das contas sempre dá certo – ainda que o meu stash no Ravelry seja super organizado e eu me guie muito mais por ele do que abrindo minhas próprias gavetas de lã.
Na loja também tem tecidos lindos e aulas de corte e costura.
A única coisa que eu não gostei muito é o tratamento. Quer dizer, eu não tenho absolutamente nada de negativo a dizer sobre a moça que me atendeu. Mas como eu tinha ido na Espace Tricot antes onde as donas são as melhores hostess que eu já vi, senti falta de uma acolhida mais calorosa.
Apesar disso, a Effiloché é uma loja que eu definitivamente recomendo e irei frequentar.
A entrada da Effiloché

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A segunda loja que visitei, a La Bobineuse, ao contrário do que tinham me dito, é que foi totalmente um balde de água fria. Tinham me dito que os preços lá eram ótimos, mas eu devia ter desconfiado porque as minhas duas fontes são iniciantes.
De fato, custa 4 dólares 100gr… de acrílico! Mas vender acrílico por esse preço, ainda que de excelente qualidade, é obrigação.
Muito acrílico e pouco fio natural. Praticamente nada tingido a mão. E bem fora de mão para mim. Essa loja não me deu nenhuma vontade de voltar lá e provavelmente não voltarei.
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O título do post é porque uma pessoa da lista de discussão que eu modero, The Crazy Knitting Ladies, falou que estava curtindo os meus relatos e falou que seria legal se fossem publicados no livro. Imediatamente, eu me lembrei da história antiga de fazer um programa de televisão, o Knitters on the Road, mostrando como uma tricoteira faz turismo (indo atrás de lojas, livros, outras artesãs) e, claro, ao Lonely Planet que para mim era o melhor programa de viagem e turismo que passava na TV.
Fica aí a dica se alguém quiser editar um livro guia de viagens para tricoteiras. Estou super à disposição
Hoje completam-se dois meses que nós chegamos a Montréal.
Verdade seja dita: depois dos primeiros encontros de tricoteiras que participei, estava ficando desanimada. É que as tricoteiras do norte da América sempre tiveram fama, mas eu não estava achando nada disso.
Porém, ontem, elas se redimiram.
Fui ao encontrinho semanal promovido pela loja Espace Tricot. Eu já tinha ido lá pela manhã, conhecer a loja, e tinha amado tudo. Os produtos, os acessórios, o ambiente. Uma loja fofíssima, aconchegante, com material de primeira qualidade e muitas opções. Uma das donas mesmo que me atendeu, a Lisa (a outra é a Melissa, que eu só conheci à noite). De cara já deu para saber que ela era tricoteira também e nada melhor que alguém que entenda do riscado te atendendo.
Ela me convidou para o encontro à noite e eu fui. No espaço, que é do tamanho da minha sala, ou seja, não precisa ser enoooooorme para ser apropriado, coube umas 12-15 pessoas. Todo mundo tricotando, inclusive as duas donas cada uma com o seu trabalho. Todo mundo conversando junto, nada de conversas paralelas. Nada de gente falando alto, ninguém disputando atenção. Tudo muito tranquilo.
Explicando o nível de expertise das pessoas que frequentam o lugar: (aí eu peço desculpas para quem não tricota)
Eu cheguei lá com a minha bolsa de marca morta de chique, confeccionada para tricoteiras, e uma das donas olhou e falou: “Uaaaaauuu! Essa é uma das bolsas maravilhosas da marca tal???”. Não só ela reconheceu na hora como ainda disse que era da última coleção.
Aí, mais tarde, uma tricoteira foi tirar uma dúvida com a outra dona, porque ela estava na dúvida sobre como fazer o aumento conhecido como Make 1 (laçada torcida). A Lisa disse que era melhor perguntar à Melissa porque ela estava na dúvida. Eu me propus a explicar, mas ela me disse: “Não, a dúvida aqui é se é para torcer para a direita ou para a esquerda”.
Enfim, achei um lar.
Continuo aqui com a minha crise de adolescência tardia: o que fazer da minha vida, profissionalmente falando.
Mas enquanto não decido isso, aproveito meu tempo para fazer as coisas que eu gosto.
Estava meio desanimada com o tricô e com muitas coisas para terminar. Aí, na semana passada trinquei os dentes e comecei a resolver as pendências todas antes de começar coisas novas. E, como sempre acontece, re-peguei gosto pela coisa de novo.
Idéias pulando na minha cabeça e eu querendo ser um polvo para dar conta de tudo e não me esquecer.
Essa semana quero ir visitar as lojas de fios mais famosas daqui para conhecer e ver os cursos que oferecem.
Ainda nos preparativos dos planos de aulas de tricô, a Empolgadinha da Estrela aqui teve uma idéia para organizar minhas amostras.

